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Política

Ranyere pede bom senso para que AL não se transforme em pugilato

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Publicado por Lindjane Pereira em 08/02/2010 | 10h38 Atualizada em ( 08/02/2010 | 10h43 )

Lindjane Pereira com assessoria 

O deputado estadual Raniery Paulino, Líder do PMDB na Assembleia Legislativa (AL-PB), pediu “bom senso” aos colegas para evitar que a tribuna da AL-PB se transforme em palanque. “Ninguém chega ali à toa. Todos chegam ali porque as pessoas depositaram em nós a confiança. A forma de não trair essa confiança é mostrar serviço, requerer serviços. Não vamos fazer dali uma trincheira, um pugilato”, declarou Paulino.

De acordo com o deputado, a orientação para este primeiro semestre é de que as discussões sejam pautadas por mensagens de desenvolvimento. “Não seria nem fazer a defesa do governo porque o governo por si só já tem sua autodefesa, que é mostrando trabalho e ações por todo o Estado da Paraíba”, afirmou Raniery, que acompanhou o governador José Maranhão (PMDB), neste domingo, 07, a uma visita aos municípios de Alagoa Grande e Araçagi.

Ao ser indagado sobre o que esperar da bancada de oposição, já que o ano de 2009 foi marcado por boicotes e até manifesto contrário aos projetos do governo, o líder destacou que prefere “esperar pelo melhor das pessoas”. Disse ter consciência de que haverá dificuldades em “alguns momentos”.

“A nossa mensagem é a do trabalho”. Afirmou entender que a oposição tem de fiscalizar, mas rechaçou o que considera radicalismos por parte de alguns integrantes da bancada. “A população não quer ver isso, oposição por oposição. Que a oposição faça as críticas, mas que aponte também alternativas e saídas. Isso não tem ocorrido”.

E complementou: “O que se faz ali (na Assembleia) é uma trincheira”. O deputado peemedebista afirmou que a função dos parlamentares é discutir problemas e buscar o desenvolvimento para o Estado.

“Tanto eu quanto o deputado Gervásio Maia Filho (líder da bancada do governo) trabalhamos nessa frente, em discutir a Paraíba”, declarou. Raniery Paulino ressaltou que as questões políticas devem ficar restritas às convenções e aos palanques eleitorais, não à “casa do povo”.

Ele considera o trabalho desempenhado pelo governador José Maranhão, durante esse quase um ano de mandato, o calcanhar de Aquiles da oposição. “Onde tinha um Estado inerte, onde não tinham os investimentos constitucionais, seja na saúde ou educação, exigidos teme-se que, hoje, o governo tem conseguido dar um ritmo de trabalho por todas as regiões da Paraíba”. E arrematou: “Esse é o grande temor da oposição”.

Adesões - Raniery Paulino afirmou que esse trabalho tem ajudado nas adesões, seja de deputados da oposição que já votam com o governo ou dos prefeitos que não foram eleitos pela base de sustentação do governador.

“A adesão política é uma consequência de uma adesão ao modelo administrativo que o governador Maranhão tem feito pela Paraíba”, disse. Declarou que Maranhão tem recuperado o ritmo de trabalho, além do que taxou de tempo perdido dos seis anos da gestão Cássio Cunha Lima (PSDB).

Também deixou claro de que o discurso usado pela oposição, de que os prefeitos estariam sendo forçados a aderir ao projeto político de Maranhão, não existe. “Ninguém é forçado a aderir. Porque eu nunca aderi (ao grupo de Cássio)?”, lançou a pergunta. A resposta veio em seguida: “Quem vem, o faz porque está compreendendo que o governo Maranhão tem, sim, ações administrativas a fazer”.

Ele criticou a falta de parceria do governo Cássio com a Prefeitura de Guarabira, que teve as parcerias canceladas durante seis anos. “Guarabira volta a ser inserida no mapa administrativo do Estado. Da mesma forma que Guarabira está, outras cidades voltam a compor o mapa da Paraíba, onde não existia no passado, porque o governador que foi cassado só fazia parcerias quando o governo (municipal) era aliado e muitas vezes essas parcerias eram só eleitoreiras”.

 

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