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28 de November de 2014


Família de Benilde garante que ela não tomava antidepressivos e pede apuração isenta; laudo sairá em 30 dias

27/01/2011 | 16h45min

Avatéia Ferraz, prima de Benilde Andrade de Oliveira, que morreu ao cair do 5º andar de um edifício no bairro Jardim Cidade Universitária, no último dia 23, entrou em contato com o Portal Paraiba.com negando que a vítima tomasse antidepressivos. Segundo a família, essa informação é equivocada.

“Gostaríamos de esclarecer que não declaramos em nenhum momento que Benilde era depressiva e tomava antidepressivos. Não declaramos nada a nenhum jornal da cidade ou do estado onde reside a família. Alertamos que as reportagens deverão buscar a verdade, que neste caso ainda não foi esclarecida pela polícia. A família da vítima aguarda a conclusão do inquérito, que sem dúvida, buscará solucionar a verdade real dos fatos”, explicou Avatéia Ferraz. “Benilde não tomava remédios controlados, nem antidepressivos. Conforme informou o irmão do Sidney. Nós não afirmamos nada. O irmão dela (de Benilde) não foi ouvido, nem pela policia nem por ninguém”, desabafou.

A prima de Benilde confirmou ao portal que a baiana, que morava em São Paulo, conheceu Sidney pela Internet e este foi o primeiro encontro deles. “Ela era alegre, extrovertida, sempre gostou de passear, trabalhar. Tinha uma boa relação com os amigos”, lembra.

Segundo Avatéia, Benilde veio sozinha a João Pessoa e se hospedou na casa de Sidney acreditando que estava realizando um sonho. “Eu estou até espantada. A Benilde jamais se suicidaria. Nós estamos todos abalados, não conseguimos acreditar que isso tenha acontecido”, diz.

A família afirma que irá acompanhar o caso e pede que a polícia seja imparcial, mas garante: “O resultado que a polícia concluir vamos acatar. Não vamos ficar fazendo suposições”.

Apuração - O delegado Edilson Araújo, confirmou que ainda não pode ouvir ninguém da família. Araújo ainda ressaltou que já foi procurado por Avatéia, que se prontificou a vir a João Pessoa prestar esclarecimentos.

Segundo o delegado, só será possível dar mais detalhes sobre o ocorrido após a conclusão do laudo pericial e ao serem juntadas as provas recolhidas pela Polícia.

Entenda o caso - De acordo com a polícia, no dia em que caiu do prédio Benilde Andrade de Oliveira, 31 anos, estava na companhia do engenheiro Sidney Albuquerque de Sousa e de outras pessoas dentro do apartamento.  

Uma das versões da polícia é de que o casal passou a noite em uma casa de show onde discutiram por várias vezes e depois vieram para casa. Por volta das 22h30 de domingo, no apartamento 501 do edifício Jardins de Viena na Rua Willon Flávio Moreira, eles voltaram a discutir a mulher acabou se jogando do quinto andar do edifício.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e socorreu a mulher para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, mas ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu.

Outra versão que a polícia tomou conhecimento é de que o casal se conheceu pela internet. Na sexta-feira passada a mulher veio passar o final de semana na casa do engenheiro e no domingo os dois saíram para passear.

Ao chegar à Feira de Artesanato, no bairro de Tambaú, a mulher perdeu uma máquina fotográfica e a partir daí entrou em desespero. O engenheiro contou ao delegado Fábio Pontes que por várias vezes tentou acalmar Benilde Oliveira, mas ela parecia incontrolável.

Então, eles voltaram para o apartamento e a mulher acabou se jogando do prédio. De acordo com o delegado, o engenheiro permaneceu no local e foi quem chamou a polícia e o Samu. Ele se apresentou espontaneamente na Delegacia de Mangabeira e depois de dar sua versão sobre o que aconteceu foi liberado.


Paulo Dantas