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No exterior, palestra de Lula pode valer até R$ 332 mil; confira primeira palestra

2011-03-03 09:58:00.0

Se no Brasil o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá receber até R$ 200 mil por palestra, no exterior, segundo petistas, o valor seria outro: US$ 200 mil (R$ 332 mil).

Ontem, Lula estreou como palestrante em um evento organizado pela empresa de eletrônicos LG. O evento foi fechado.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ganha cerca de R$ 90 mil por evento e faz em média 30 palestras por ano.

O palestrante Lula foge do improviso e elogia seu governo

Em sua primeira palestra depois de deixar o governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve o tom que adotava nos palanques e exaltou realizações de sua gestão. Mas, ao contrário do que fazia quando estava no cargo, o petista optou por ler a maior parte de sua fala para um grupo de mil funcionários, fornecedores e clientes da fabricante de eletroeletrônicos LG.

O valor recebido por Lula não foi divulgado, mas a especulação no mercado de palestras é que o ex-presidente cobraria R$ 200 mil.

Por exigência de Lula, os jornalistas só puderam acompanhar os primeiros 15 minutos dos cerca de 50 minutos da palestra realizada nesta quarta-feira à noite em um pavilhão de exposições da Zona Sul da capital paulista. Quando os repórteres foram retirados do local, o petista usou mais improvisos em sua fala.

Lula iniciou a apresentação dizendo que "é preciso trabalhar para que o Brasil continue a ser governador por quem pensa em todos e não apenas em alguns". O ex-presidente citou muitos números, como o investimento de US$ 67,8 bilhões de empresas estrangeiras no país em 2010.

O petista voltou a dizer que durante o seu governo foram criados 15 milhões de empregos, que a taxa de desemprego despencou para 6,7% em 2010 e que 28 milhões de pessoas saíram da pobreza. Lula relacionou a melhoria da renda ao aumento de venda de produtos da LG.

Mas, as primeiras risadas da plateia ocorreram quando o ex-presidente contou como fez, durante a crise econômica de 2008, para que o Banco do Brasil passasse a financiar a venda de automóveis e os dirigentes da instituição disseram que não tinham expertise:

- Eu falei: "Em quanto tempo a gente forma essa tal de expertise?" Eles responderam que demoraria uns dois anos. Então, eu falei: "Vamos comprar essa tal de expertise e compramos 50% do Banco Votorantim".


Folha.com e G1