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Paraíba

Morte de João Pessoa completa 81 anos; confira trajetória do político e homenagem nesta terça

2011-07-26 09:30:00.0

O Governo do Estado realiza solenidades alusivas aos 81 anos de morte do presidente João Pessoa nesta terça-feira (26), na Capital. Às 9h haverá uma celebração eucarística na Basílica de Nossa Senhora das Neves, seguida por uma solenidade cívica, às 10h20, na Praça João Pessoa, e pela visita ao Mausoléu, às 11h, nos jardins do Palácio da Redenção.

Dia: Terça-feira (26)

9h – Celebração Eucarística

Local: Basílica de Nossa Senhora das Neves

10h20 – Solenidade Cívica

Local: Praça João Pessoa

11h – Visita ao Mausoléu

Local: Jardins – Palácio da Redenção

Um dos episódios mais marcantes da história paraibana é lembrado nesta terça-feira, 26. Há exatos 80 anos morria ex-governador da Paraíba (à época chamado de presidente) que hoje dá nome à capital.

No dia 26 de julho de 1930, João Pessoa foi assassinado por João Dantas na confeitaria Glória, na cidade de Recife (PE), por questões de ordem pessoal e também por questões políticas. A morte do 'ex-presidente' foi o estopim para uma mobilização armada que mudou a estrutura da política nacional, gerando o que foi chamado de Revolução de 30.

Anayde e João Dantas

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O principal motivo que teria levado o advogado João Dantas a assassinar João Pessoa seria a publicação pelo jornal A União (jornal oficial do Estado) de correspondências e escritos (como poemas) trocados entre o advogado e a sua amante, a professora e poetisa Anayde Beiríz, além da exposição de fotografias íntimas do casal na delegacia de polícia, que escandalizaram a sociedade moralista da época.  Tanto as cartas e escritos quanto as fotografias foram confiscados pela polícia no escritório de João Dantas, na rua Duque de Caxias.

Desesperado com o ocorrido, ele foi até a cidade de Recife onde assassinou com arma de fogo o então governador do estado, que seria o candidato a vice-presidente da República na chapa de Getúlio Vargas. Depois do crime, João Dantas foi preso e encontrado morto na cadeia. Não se sabendo com certeza se ele se suicidou ou se foi morto. João Dantas nunca declarou oficialmente os motivos que levaram-no a assassinar João Pessoa. Contudo, na época havia uma grande rixa político-partidária, que dividia a Paraíba entre os que apoiavam o governador e os oposicionistas, dos quais João Dantas fazia parte.

Com a prisão de João Dantas, Anayde Beiriz refugiou-se na casa de auxílio Bom Pastor, no Recife, onde também faleceu sobre circunstâncias poucos esclarecidas até hoje. Dizem que ela tenha se suicidado ingerindo veneno. Mas a imagem revela graves ferimentos no corpo de João Dantas.  Um corte na carótida foi profundo de tal forma que permitia se ver o esôfago.


Revolução de 30

A política brasileira dos primeiros anos da República até a década de 30 do século XX caracterizou-se pela dominação das chamadas oligarquias partidárias, marcadas pelo coronelismo, voto de cabresto e pela alternância de pessoas do mesmo grupo político no poder, quase sempre oriundas dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Era a conhecida 'política do café com leite'.

A candidatura do gaúcho Getúlio Vargas, junto com o paraibano João Pessoa, representava uma tentativa de rompimento com a ordem estabelecida, o que não era aceito pela elite dominante, que apoiava a candidatura de Júlio Prestes. Em março de 1930, Júlio Prestes, apoiado pelo então presidente Washington Luís, venceu as eleições presidenciais sob acusação de fraude levantada pela oposição comandada por Getúlio Vargas. 

Com o assassinato de João Pessoa, iniciou-se um movimento armado no país contra a posse do presidente eleito, que culminou com a deposição, em 24 de outubro de 1930, do presidente Woshington Luís e a subida ao poder de Getúlio Vargas. Terminava assim a República Velha brasileira e inciava-se o Estado Novo. 

O Governo do Estado realiza solenidades alusivas aos 81 anos de morte do presidente João Pessoa nesta terça-feira (26), na Capital. Às 9h haverá uma celebração eucarística na Basílica de Nossa Senhora das Neves, seguida por uma solenidade cívica, às 10h20, na Praça João Pessoa, e pela visita ao Mausoléu, às 11h, nos jardins do Palácio da Redenção.


Redação

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