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21 de November de 2014


Após 96 ligações de denúncia, surge ligação entre morte de juíza a detentos do Ary Franco

16/08/2011 | 15h57min

O Disque-Denúncia já recebeu 96 ligações com informações sobre a morte da juíza Patrícia Acioli, assassinada na última quinta-feira na Região Oceânica de Niterói. Um dos telefonemas dava conta de que detentos do presídio Ary Franco, em Água Santa, Zona Norte, seriam os mandantes do crime. 

De acordo com a ligação, presos ligados à exploração de máquinas de caça-níqueis na Região Metropolitana teriam planejado o assassinato. Esta ligação teria sido feita ao Disque-Denúncia na segunda-feira.

Todas as informações recebidas estão sendo encaminhadas para a Delegacia de Homicídios, responsável pelo caso. Quem tiver alguma informação a respeito dos autores do assassinato, pode ligar para o telefone (21) 2253-1177. O anonimato é garantido.

Juíza foi morta com 21 tirosJuíza foi morta com 21 tiros

A principal suspeita da Polícia Civil é de que a magistrada tenha sido morta em represália a alguma condenação feita contra um grupo de extermínio desbaratado por Patrícia que agia no município de São Gonçalo.

Parentes querem proteção para filhos

Com medo de novos atentados, parentes de Patrícia Acioli querem segurança para os dois filhos da vítima - de 10 e 12 anos - , para funcionários da casa onde a juíza vivia e para seu ex-marido, um policial militar.

Força-tarefa de três juízes substituirá magistrada morta 

Uma força-tarefa formada por três juízes assumiu segunda-feira a 4ª Vara Criminal de São Gonçalo (RJ), onde atuava a juíza Patrícia Acioli. Os magistrados farão levantamento dos casos que estavam sob responsabilidade da juíza para avaliar possíveis ligações entre réus e o assassinato. 

O grupo vai levantar detalhes de todos os casos para o cruzamento dos dados com pistas reunidas pela polícia sobre os suspeitos do crime. 

A possibilidade de crime passional - o namorado dela, o PM Marcelo Poubel, a teria agredido fisicamente ao menos duas vezes -, não está descartada oficialmente, mas é considerada cada vez mais improvável.

Juíza estava em "lista negra" de criminosos

A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi assassinada a tiros dentro de seu carro, por volta das 23h30 do dia 11 de agosto, na porta de sua residência em Piratininga, Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, ela foi atacada por homens em duas motos e dois carros. Foram disparados mais de 20 tiros de pistolas calibres 40 e 45, sendo oito diretamente no vidro do motorista.

Patrícia, 47 anos, foi a responsável pela prisão de quatro cabos da PM e uma mulher, em setembro de 2010, acusados de integrar um grupo de extermínio de São Gonçalo. Ela estava em uma "lista negra" com 12 nomes possivelmente marcados para a morte, encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso em janeiro de 2011 em Guarapari (ES) e considerado o chefe da quadrilha. Familiares relataram que Patrícia já havia sofrido ameaças e teve seu carro metralhado quando era defensora pública.

JB Online