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31 de July de 2014


MP denuncia por homicídio qualificado donos do parque de diversão onde morreram dois

13/09/2011 | 17h33min

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou à Justiça, nesta terça-feira, os empresários Maria da Glória Pinto e Leandro Pinto Ribeiro e o engenheiro Luiz Soares Santiago pelo crime de homicídio qualificado - mediante pagamento ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe. Maria e Leandro são os donos do Parque Glória Center, onde ocorreu, na madrugada do dia 14 de agosto, o acidente que provocou a morte dos jovens Alessandra da Silva Aguilar e Vitor Alcântara de Oliveira.

O MP-RJ requereu ainda a proibição de Maria da Glória e Leandro trabalharem em atividade empresarial no ramo de diversões públicas e de Luiz Soares expedir laudos de engenharia.


O Glória Center estava instalado na Estrada dos Bandeirantes, na altura no número 28.000, em Vargem Grande, na Zona Oeste. Os dois adolescentes e mais nove pessoas foram atingidos por parte do brinquedo tufão – carrinhos que rodam enquanto ficam suspensos no ar –, que se desprendeu de sua estrutura. Alessandra morreu no local, e Vitor, três dias após o acidente. 


De acordo com a denúncia subscrita pelos promotores de Justiça Alexandre Themístocles e Márcia Velasco, o laudo pericial apontou que os brinquedos do parque estavam em péssimo estado de conservação: peças deterioradas, calços com pedaços de madeira, condutores com emendas e fitas isolantes expostas – possibilitando choques elétricos –, fixação de estruturas com arames metálicos torcidos e coloridos, brinquedos com pregos enferrujados, entre outras irregularidades.

Segundo a peça acusatória, no dia 5 de agosto, mediante pagamento, o engenheiro Luiz Cláudio forneceu Laudo de Responsabilidade Técnica Mecânica atestando que todos os brinquedos estavam em perfeitas condições de funcionamento e dentro dos padrões mecânicos, para o uso do público em geral.

“A atitude dos empresários e do engenheiro permitiu que os frequentadores do parque, que estavam sob suas responsabilidades, usassem brinquedos que estavam prestes a se despedaçarem, trazendo perigo para a vida daquelas pessoas. Além disso, para ludibriar os órgãos de fiscalização, Luiz Cláudio rompeu com seus deveres éticos e profissionais”, ressalta a denúncia. 


Segundo Themístocles, a cuidadosa análise dos peritos revelou que o brinquedo tufão, com aproximadamente 40 anos de fabricação, devido ao mau estado de conservação, além de graves problemas estruturais, apresentava madeiras apodrecidas e fibras de vidro quebradiças. “A denúncia do MP é também resultado da rigorosa investigação da Polícia, que realizou dezenas de depoimentos, perícias técnicas e concluiu o Inquérito Policial em 15 dias, remetendo-o ao MP”, disse o promotor de Justiça.

O Dia Online