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22 de September de 2014


Secretário-geral da Fifa admite meia entrada para estudantes na Copa de 2014

08/11/2011 | 11h08min

Em um encontro na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (8) para discutir a Lei Geral da Copa do Mundo de 2014, o secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke, afirmou que não está descartada a meia-entrada para estudantes no evento. Ele disse ter discutido o assunto com a presidente Dilma Rousseff e o novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Valcke admitiu que a Fifa “não gosta da ideia” da meia-entrada. Mas disse que a criação de uma categoria especial, assim como aconteceu na África do Sul, viabilizaria a entrada de estudantes por um preço reduzido em pelo menos 12% dos assentos disponíveis em cada partida. O preço de cada entrada para os 48 jogos da fase de grupos seria de US$ 25 – R$ 43 em valores atuais.

“Não queremos mexer na lei nacional [que garante meia-entrada aos estudantes]. Dissemos à presidente que temos um problema técnico. Em vez de haver diferentes grupos com direito a meia-entrada, propus que implantemos uma categoria 4, especial, reservada apenas para os brasileiros. Trabalharemos com o governo brasileiro para assegurar, inclusive, acesso a estudantes dentro dessa categoria”, disse.

Uma das razões para as restrições, disse Valcke, é o preço dos ingressos de Copa do Mundo no mercado negro. Dirigentes da Fifa, em especial o ex-vice-presidente Jack Warner, são acusados de ganharem milhões de dólares comercializando entradas no mercado negro. Documentos obtidos pela BBC apontam que Warner foi obrigado a restituir a entidade por causa disso.

Críticas ao Brasil

Também presente no encontro, o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, foi sucinto em sua apresentação. Disse apenas que a livre entrada de funcionários da Fifa no Brasil e as isenções fiscais aos patrocinadores da entidade “não fazem parte de uma discussão ideológica ou de soberania, mas sim de flexibilidade para um evento global e único”.

Valcke pediu colaboração do meio político e rejeitou as acusações de que a Fifa está aumentando suas exigências em relação ao Brasil. “Nunca exigimos garantias suplementares às pedidas ao presidente Lula. Não mudamos nada, nem uma palavra”, disse. "Nós decidimos viabilizar que as equipes viajem pelo Brasil, ao contrário do que aconteceu na África do Sul. Não damos declarações pelo prazer de dar declarações. Viajar no Brasil não é fácil.”

O secretário-geral da Fifa também se comprometeu a aplicar princípios transparentes para conceder credenciamento a jornalistas. “Não haverá nenhum sistema diferente de credenciamento”, disse. Em entrevista à revista “Piauí”, Teixeira afirmou que poderia cometer “as maiores maldades” para dificultar o acesso de veículos de comunicação críticos a ele.

UOl Notícias