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24 de October de 2014


Invasão da Rocinha terá 2 mil homens, aparato bélico e horário marcado: 5h

12/11/2011 | 17h27min

Com efetivo de cerca de 2 mil homens, a ocupação da Favela da Rocinha, na zona sul do Rio, deve ter mobilização bélica comparada apenas ao aparato usado na invasão ao Complexo do Alemão. Além da retomada da favela, o policiamento será reforçado em toda a zona sul carioca e áreas turísticas, para evitar atentados ou represálias. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, confirmou ontem que a invasão será às 5h de amanhã.

Uma das preocupações é com o fluxo de turistas na Estrada das Paineiras, acesso ao Cristo Redentor. Policiais do Batalhão de Polícia Florestal e Meio Ambiente vão reforçar o patrulhamento a partir da Vista Chinesa, nas proximidades das matas, que serão ocupadas por homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

O espaço aéreo estará fechado e até voos de asa delta que partem da Pedra Bonita estão suspensos. Apenas helicópteros blindados da PM e da Polícia Civil poderão sobrevoar o local. A entrada da polícia na Rocinha seguirá o mesmo padrão das demais ocupações. Homens do Bope posicionados na Estrada das Paineiras vão entrar na favela pela mata. Simultaneamente, outras guarnições do batalhão subirão a Rocinha pela Estrada da Gávea, embarcadas nos carros blindados da Marinha, modelo Lagarta Anfíbio, que possui lançador automático de granada M275 e metralhadora calibre. 50.

Caso não sejam encontrados focos de resistência, homens do Batalhão de Choque subirão a Rocinha por vários acessos. Neste momento, com auxílio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, a Polícia Militar iniciará a busca por armas e drogas escondidas pelos traficantes da quadrilha Amigos dos Amigos (ADA).

Voto de confiança. Todos os batalhões da PM na zona sul, especialmente o 23.ºBPM do Leblon, estarão de prontidão. Apontado como mentor da ocupação da Rocinha, o comandante do Estado Maior Operacional da PM, coronel Alberto Pinheiro Neto, pediu "voto de confiança aos moradores" e que a comunidade denuncie esconderijos de armas e drogas. Para evitar abusos, a Defensoria Pública enviará defensores para acompanhar a operação.

Estadão