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Prefeitura de João Pessoa vai processar empresário por denúncia na Época

2011-11-17 12:21:00.0

A secretária de Comunicação de João Pessoa, jornalista Marly Lúcio, confirmou na manhã desta quinta-feira (17) que a Prefeitura vai entrar com ação na Justiça contra o empresário Daniel Cosme, da New Life Distribuidora de Livros, autor de denúncias contra a administração municipal na Revista Época.

A ação acusa o empresário de calúnia. Daniel disse à Época que a prefeitura deu calote de R$ 2,3 milhões na New Life porque usou verba para pagar a empresa por distribuição de livros para campanha de Ricardo Coutinho.
A prefeitura alega que cumpriu o contrato fazendo o pagamento a Pyetro Harley Dantas, representante legal da New Life. Daniel nega a representatividade de Pyetro, mas documentos protocolados na Junta Comercial confirmam.
Pyetro Harley Dantas confirma que recebeu o pagamento em nome da New Life e acusa Daniel de estar desviando dinheiro da empresa. Daniel diz que Pyetro tem ligações políticas com líderes do coletivo de Ricardo Coutinho.
“Isso é uma briga de sócios, de cumadres, e a prefeitura não pode ser envolvida nisso”, disse o prefeito Luciano Agra, que reafirmou o cumprimento do contrato por parte da prefeitura.

Denúncias de empresário na revista Época se revelam falsas. Confira a nota divulgada pelo jornalista Luís Tôrres em seu blog:

Mentir é uma arte. Para exercê-la, é preciso antes de tudo ter cara de pau. Personagem principal na denúncia da Revista Época, o empresário Daniel Cosme revelou a sua para Paraíba.
Ao declarar que nunca transferiu responsabilidade alguma da empresa New Life, que venceu licitação na prefeitura de João Pessoa para distribuição de livros, para o ex-maigo Pyetro Harley, o empresário Daniel esqueceu de “esconder” um documento oficial que põe abaixo toda sua versão, conforme publicação do site Maispb.  
Requerimento e procuração devidamente protocolados na Junta Comercial, no governo Maranhão III, revelam sem “mas” nem “porém” que Daniel repassou de próprio punho plenos poderes da New Life para Pyetro, incluindo sim as operações de “saque, recebimento, cancelamente e baixa de cheques”.
O documento é irrefutável. Talvez seja por isso que, apesar de mentir, Daniel Cosme não teve a coragem de processar Pyetro Harley, preferindo acusar a prefeitura do desvio de R$ 2,3 milhões.
Merece um processo judicial nas costas do tamanho de sua mentira.

Ao instalar a CPI dos Livros na Assembleia, os deputados correm o risco de acabar mandando prender quem denunciou.


Redação