Logo PARAÍBA.com.br


Paraíba vai sediar Estratégia Nacional de Combate à Lavagem de Dinheiro e à Corrupção em 2012

2011-11-24 16:25:00.0

A Paraíba irá sediar, em 2012, a 10ª Estratégia Nacional de Combate a Lavagem de Dinheiro e Combate a Corrupção. A decisão foi tomada durante a 9ª ENCCLA, que está sendo realizada em Bento Gonçalves (RS), com a participação do presidente do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas e procurador-geral de Justiça da Paraíba, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, e dos promotores do Gaeco, Octávio Gondim Paulo Neto e Herbert Vitório. A ENCCLA está trabalhando as metas nacionais para o combate a corrupção e a lavagem de dinheiro.

Todos os órgãos nacionais de combate à corrupção e a lavagem de dinheiro, a exemplo do Banco Central, Receita Federal, Ministério da Defesa, Fazenda Nacional, MPF, ABIN, Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Ministério do Planejamento, Departamento de Recuperação de Ativos, Representação Nacional das Polícias Civis, Polícia Federal, AJUFE e outras dezenas de representações participarão da reunião.

Segundo Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, esses órgãos estão encarregados de elaborar as políticas nacionais de combate à corrupção e lavagem de dinheiro. "O evento terá a duaração de uma semana inteira, onde a Paraíba será a sede desse fórum que vai debater e decidir as ações a serem desenvolvidas no sentido do combater esse dois tipos de crimes organizados”, afirmou.

Fundo de Combate à Corrupção

O Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC) do Colégio Nacional de Procuradores de Justiça vai presidir os estudos para criação de Fundo Nacional de Combate à Corrupção. Para isso, será elaborada uma proposta de trabalho, contendo um diagnóstico e a execução da meta.

Foi o que informou o presidente do GNCOC, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, ao explicar que o fundo irá promover a arrecadação e administração de bens, valores e direitos, oriundos de praticas ilícitas, que tenham a base de corrupção e lavagem de dinheiro.

“Começaremos o trabalho para elaboração da proposta do fundo em janeiro. Vamos estudar as questões de como funcionará o fundo, qual a base de arrecadação, e quem vai gerir os recursos oriundos desse sistema de arrecadação. É preciso que todos os órgãos envolvidos no combate à corrupção e outros tipos de crimes organizados tenham os seus setores de inteligência bem equipados para a sua atuação”, explicou Oswaldo.


ascom/MP