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19 de September de 2014


Estoque combustível em postos de São Paulo vai acabar, prevê sindicato

06/03/2012 | 13h28min

Greve fecha alguns postos de gasolina que já estão sem combustíveis, em SP. Órgão pede retomada das negociações para evitar "colapso no abastecimento".

A greve dos transportadores de combustíveis entra no segundo dia e já começa a afetar a oferta do produto em alguns postos em São Paulo. Segundo a entidade que representa todos os postos de gasolina na capital, nenhum estabelecimento recebeu combustíveis na segunda-feira (2). "Certamente haverá uma corrida dos consumidores aos postos e os estoques irão durar, na melhor das hipóteses, até a próxima quarta-feira (7)".

A previsão foi divulgada em nota pelo sindicato e enviada ao prefeito Gilberto Kassab, nesta terça-feira. O documento, assinado pelo presidente da entidade José Paiva Gouveia, pede que a prefeitura abra as negociações com os envolvidos na paralisação para evitar "um colapso no abastecimento". Ontem, no primeiro dia da greve, nenhum caminhão saiu das três principais distribuidoras da capital - no Ipiranga, zona sul, Guarulhos e Barueri.

Outro ponto abordado pelo sindicato na nota foi a restrição aos caminhões, que passou a ser fiscalizada ontem pela Companhia de Engenharia e Tráfego (CET). "Até que se encontre uma solução para o problema, que seja permitida a circulação, pela Margina Tietê, dos caminhões tanques que abastecem os postos da capital".

Postos fechados

Segundo Gouveia, após um reposição de combustíveis, os estoques podem durar de três a quatro dias - dependendo da procura. Como sexta, sábado e domingo são os dias de maior movimento, os estoques dos postos estão baixos. Com isso, muitos pontos já estão sem alguns combustíveis. Há aproximadamente 2.000 estabelecimentos na capital, além de outros 4.500 no Estado.

Nesta manhã, postos na região da Marginal Tietê, no bairro Vila Maria, foram vistos fechados devido a falta de combustíveis. Motoristas tentam abastacer os veículos no posto Shell na zona norte. Funcionários colocaram bloqueios ao lado das bombas para sinalizar a falta do produto para os clientes.

Paralisação

Na segunda-feira, ao confirmar o início da paralisação, o presidente do Sindicato dos Transportadores de Cargas Líquidas e Corrosivas do Estado de São Paulo, Bernabé Gastão, confirmou a possibilidade de uma greve nacional. "Se caso o governo não se manifestar, outros cerca de 20 sindicatos do País já confirmaram a adesão à paralisação".

Gastão disse ainda que não há previsão do retorno ao trabalho e que, a partir do segundo dia da interrupção da entrega dos combustíveis, os postos de combustíveis começariam a sentir o reflexo da paralisação e a apresentariam falta de combustível. Só na capital paulista cerca de 54 mil veículos estão cadastrados.

"Desde dezembro do ano passado, o Sindicato dos Transportadores de Rodoviários de Autônomos de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam-SP) vem pedindo uma audiência com prefeito Gilberto Kassab e o secretário de transporte para encontrar uma solução e em nenhum momento eles responderam", explica Gastão.

IG