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26 de October de 2014


Ativistas desfilam nuas nas ruas do Rio de Janeiro em protestos à Rio+20

22/06/2012 | 15h47min

As ativistas que no início da semana desfilaram em ruas do Rio de Janeiro com os seios a mostra, provocando escândalo e euforia numa cidade em que até o topless nas praias é pouco comum, já perderam o primeiro lugar na ousadia das manifestações que há dias ocorrem na capital carioca paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

Mostrando que em questão de ousadia, seios de fora são coisa para iniciantes, ativistas das mais variadas causas decidiram ir mais além e desfilaram agora pelas ruas do centro do Rio completamente nuas.

O episódio, que provocou novo furor e uma gigantesca correria dos transeuntes aos seus celulares para registarem a inusitada cena, ocorreu na Avenida Rio Branco, no centro histórico e coração financeiro da cidade.


Quando a manifestação atingia o auge, muitas mulheres, imitadas igualmente por alguns homens mais desinibidos ou exibicionistas, começaram a fazer uma espécie de 'strip tease' e acabaram totalmente nuas. Totalmente também é exagero, pois, apesar de terem tirado até as cuecas, cobriram os rostos com máscaras, capuzes e outras peças, num assomo de um resquício de pudor, diriam os mais crédulos, ou para não serem identificadas, rebateriam os mais céticos.

A manifestação, que a polícia carioca diz ter reunido mais de 20 mil pessoas, chegou a lembrar os desfiles de Carnaval, apesar de estarmos em Junho, tanta a alegria, as coreografias e a mistura de tipos e temas de protesto, como se fosse o enredo de uma escola de samba.

O evento, que ajudou a piorar ainda mais o trânsito caótico do Rio de Janeiro, reuniu ativistas ambientais, dissidentes pedindo mais democracia nos respectivos países, mulheres reivindicando igualdade de oportunidades e direitos, índios (com lanças, arcos e flechas e tudo), exigindo mais terras e até estudantes e professores em greve, cada um desfilando numa espécie de ala, separada da da frente e da de trás pelos carros de som e com reivindicações, slogans, cores e cantorias diferentes.

Correio da Manhã