O presidente municipal do PSC em João Pessoa, Rômulo Soares, comentou que mesmo que não haja unanimidade no partido em relação à indicação do vice para a chapa do PSDB, os divergentes devem respeitar a decisão do partido.
Em entrevista ao programa Rede Verdade da TV Arapuan desta sexta (29), Soares comentou que mesmo que não haja envolvimento dos ‘descontentes’ eles não devem deixar o partido, ‘muito menos haverá discordância’. “O respeito a Marcondes Gadelha e todos que construíram o PSC em João Pessoa é unânime”, diz.
Sem proposta de participação na chapa do PMDB e com o PT apoiando o projeto de situação, caminho do PSC é ser vice de Cícero. O presidente comentou que a preferência tanto do presidente municipal quanto estadual tinham uma preferência pela candidatura própria. Contudo dentro do cenário atual a hipótese é de o PSC ser ao menos vice.
A aliança com o PMDB está praticamente descartada, já que o ex-governador José Maranhão não sinalizou nenhuma certeza de ter o PSC na chapa como vice. Já o candidato do PT, Luciano Cartaxo ao fazer a junção com a prefeitura afastou o partido. “Agora aos 45 do segundo tempo se houver (sinalização de Maranhão) essa decisão cabe ao Marcondes, uma reunião mais abalizada e pensar. Acho que o caminho do PSC é ser vice de Cícero”, conta.
Soares destacou que paixões e interesses pessoais não vão prejudicar a possível aliança com o partido tucano. Ele comentou que Neto Franca e José Mariz são os únicos que apresentam certa discordância. O primeiro que é vice-presidente do partido em João Pessoa é também assessor do senador Vital do Rego (PMDB) e o segundo que tentou a candidatura a prefeito juntamente com Kumamoto também é ligado ‘direta ou indiretamente ao pré-candidato José Maranhão’.
“Discordâncias são naturais. Gadelha é sábio e inteligente e está tentando de forma democrática, não houve imposição, ninguém disse para ir para um lado ou para o outro”, conta.
Soares afirmou que também discordou quanto a ir para o PT. ‘Há uma incoerência de me juntar com o grupo do prefeito Luciano Agra (Sem partido), que de uma forma ou de oura eu vejo que é uma continuação do governo de Ricardo Coutinho (PSB) ao qual tanto propalou situações que estão na imprensa, escândalos e tal’. “Eu como presidente tenho essa discordância, mas seria sereno que o diretório decidisse essa junção”, diz.
O presidente comentou que poderia até não ser candidato a vereador.
Marília Domingues