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19 de June de 2013


Iranianos presos por rebeldes sírios são mortos em ataque aéreo

06/08/2012 | 17h41min

No vídeo, rebelde exibe a identificação de um refém que comprovaria ação militar do Irã na SíriaAP

 Três prisioneiros iranianos foram mortos nesta segunda-feira durante um ataque aéreo na província de Damasco por forças do governo, informaram rebeldes sírios, que ameaçaram matar os prisioneiros restantes caso as tropas de Assad não interrompam os ataques. De acordo com um porta-voz do Exército Livre da Síria, um grande número de rebeldes também morreu no atentado.

- Nossas perdas foram maiores do que a deles. Os prisioneiros foram mortos quando o avião foi atacado e caiu em uma das casas onde eles estavam, que desabou sobre suas cabeças - disse o porta-voz rebelde Moutassam al-Ahmad. - Vamos matar o resto se o exército não parar seu ataque. Eles têm uma hora.

Soldados da brigada al-Baraa sequestraram 48 iranianos no último sábado por suspeita de serem militares. De acordo com Teerã, no entanto, eles eram peregrinos que foram cercados por grupos armados, na estrada que leva ao aeroporto de Damasco, quando retornavam de um santuário religioso.

Os rebeldes acusam o Irã de enviar soldados de sua Guarda Revolucionária para ajudar as forças de Assad, mas a República Islâmica nega as acusações.

- Temos documentos que estão envolvidos com a Guarda Revolucionária - disse Ahmad.

Os sírios que se opõem a Assad são principalmente da maioria sunita, enquanto Assad e sua família, que dominam o país, fazem parte da minoria alauita, um ramo do islamismo xiita. Como o Irã é a potência xiita do Oriente Médio, não é a primeira vez que peregrinos iranianos são alvo de sequestro no país: em fevereiro, 11 peregrinos iranianos foram sequestrados, dias depois do rapto de outro grupo de peregrinos por um grupo armado na Síria. Em Homs, cinco técnicos iranianos também foram presos em dezembro do ano passado.

Apesar disso, o Irã tem condenado o que chama de “interferência estrangeira nos assuntos sírios” e tem elogiado as reformas prometidas pelo presidente Assad.

O Globo