Juliana/Larissa renasce, vira contra chinesas e leva bronze
Juliana e Larissa viraram contra chinesas e levaram bronze no vôlei de praia
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Favoritas à medalha de ouro antes dos Jogos Olímpicos de Londres, a dupla brasileira feminina de vôlei de praia formada por Juliana e Larissa por pouco não decepcionou nesta quarta-feira. Durante disputa pelo bronze contra as chinesas Chen Xue e Xi Zhang, as sul-americanas tinham tarde infeliz, levavam uma surra e estavam a dois pontos da derrota, quando reagiram, viraram e atropelaram as rivais no tie-break: 2 sets a 1, parciais de 11/21, 21/19 e 15/12.
No primeiro set, Juliana e Larissa não foram nem sombra da dupla que encantou a competição até a etapa semifinal, quando por pouco não eliminaram as americanas Ross e Kessy e avançaram para brigar pelo ouro contra May e Walsh, também dos EUA.
Apáticas, as brasileiras foram totalmente dominadas pelas chinesas e acabaram sendo atropeladas na parcial inicial. Irreconhecíveis, Juliana e Larissa erravam bolas fáceis e foram presa fácil para as orientais, que venceram por 21/11.
O segundo set até teve uma leve reação das brasileiras, que equilibraram o confronto até metade do duelo. Mas, no fim, voltaram a errar pontos bobos e foram superadas nos momentos decisivos até as chinesas abrirem 19 a 16, quando de forma surpreendente Juliana e Larissa reagiram, viraram e fecharam em 21/19.
Embaladas pela reação repentina, a dupla brasileira partiu para cima das chinesas no tie-break. Motivadas, não deram nenhuma chance às rivais, abriram quatro pontos de diferença e deram show. Ao término da parcial, confirmaram a vitória e faturaram mais um bronze ao Brasil.
O brasileiro Yamaguchi Falcão enfrenta hoje o cubano Julio Cesar la Cruz Peraza. Se derrotá-lo, mantém viva a possibilidade de ele e Esquiva repetirem o feito dos irmãos norte-americanos Leon e Michael Spinks, que ganharam ouro no boxe na Olimpíada de Montreal-1976.
Os Spinks foram campeões na categorias dos médios e meio-pesados. Coincidentemente são os mesmos pesos dos pugilistas brasileiros.
Esquiva, que já assegurou pelo menos o bronze na categoria até 75 kg, terá pela frente na semifinal de sexta-feira o britânico Anthony Ogogo, a quem bateu no Mundial do ano passado.
Mesmo dia em que Yamaguchi voltará a lutar caso vença o cubano.
Yamaguchi é o obstáculo para que La Cruz preencha lacuna histórica. Apesar do sucesso de Cuba no ringue, o país jamais foi capaz de produzir um só ouro olímpico entre os meio-pesados.
"É. Já tivemos muitos bons pugilistas na categoria dos meio-pesados, mas jamais um campeão [olímpico]", reconheceu o principal treinador da esquadra cubana, Rolando Acebal, ao ser questionado pela reportagem da Folha sobre esse histórico negativo. "Mas vamos ter agora", completa ele, animadamente, após uma pausa.
| Jack Guez/France Presse | ||
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| Yamaguchi Falcão sai vitorioso do ringue após luta com o chinês Fanlong Meng, durante os Jogos de Londres |
O retrospecto oficial entre Yamaguchi e La Cruz favorece o cubano: uma vitória do brasileiro, contra duas do rival, campeão mundial amador.
Entretanto, houve um quarto encontro entre a dupla, três anos atrás, durante um treinamento em Camaguei, onde está o centro de excelência do boxe de Cuba.
Yamaguchi ainda não havia subido de categoria, e estava com 75 kg, e Peraza já era um meio-pesado. Ou seja, havia uma discrepância de seis quilos a favor do cubano.
Após os assaltos anteriores terem sido dominados pelo brasileiro, que ganhou o nome Yamaguchi como uma homenagem de seu pai a um amigo que foi assassinado, o cubano começou a tirar o equipamento e se recusou a continuar o treino no quinto.
"Ele [Peraza] disse, 'não treino mais com esse louco'", diz Otílio Toledo, chefe da delegação brasileira de boxe.
"Não importa que o Yamaguchi não tenha atingido o limite de peso. Nos 75 kg, ele estava lerdo. Agora ele tem a vantagem da velocidade e não há nenhum grande pegador nos meio-pesados."
Mesmo que Yamaguchi conquiste uma medalha, os irmãos Falcão não serão os primeiros brasileiros a ir ao pódio na mesma Olimpíada.
Os velejadores Torben e Lars Grael foram laureados juntos nos Jogos de Seul-1988 e Atlanta-1996. E a seleção masculina de vôlei, que foi prata em Pequim-2008, contava com Murilo e Gustavo Endres.
NA TV
Yamaguchi Falcão x Julio Cesar la Cruz Peraza
18h30 Record News e Sportv 4

Doda saiu dos Jogos Olímpicos de Londres sem medalha
Foto: Marcelo Pereira/Terra
O hipismo brasileiro sai de Londres sem medalhas, mas os cavaleiros brasileiros Rodrigo Pessoa e Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, aprovaram suas participações nesta Olimpíada. Eles falharam na final individual, e ficaram, respectivamente, na 11ª e na 22ª posições. Doda ressaltou que o hipismo não dá muito espaço para erros, ao contrário de outros esportes, como futebol, tênis e vôlei.
"Individualmente, Rodrigo e eu fizemos uma boa Olimpíada. Claro que a gente mirava uma medalha, a gente fica decepcionado porque a gente quer ganhar medalha. Mas o problema do nosso esporte é que não é como num jogo de futebol, tênis, em que se pode ir mudando a estratégia, se você não joga bem um período, você consegue recuperar", afirmou.
Rodrigo Pessoa observou que a equipe brasileira deve iniciar imediatamente a preparação para os Jogos Olímpicos do Rio. Para ele, a competição no Brasil aumenta ainda mais a responsabilidade dos atletas numa Olimpíada.
"A gente leva Olimpíada sempre a sério, mas agora em casa, vamos ter que levar mais a sério ainda. Tentar fazer o que a Grã-Bretanha fez aqui, eles estão brigando por medalhas tanto por equipes quanto no individual. Nosso trabalho vai começar já para daqui a quatro anos", comentou.
Sobre a competição de hoje, Doda disse que errou num pequeno detalhe, no percurso final. Se não tivesse derrubado um único obstáculo, o cavaleiro disse acreditar que teria brigado por uma medalha.
"Na falta no segundo percurso, eu ainda dei espaço para o cavalo. Mas sem colocar culpa nenhuma nele, já que ele saltou bem. Mas faltou um pouquinho de sorte. Depois da primeira falta, passei a não me preocupar com o tempo, porque sabia que não ia mudar muito o resultado", explicou.
Já Rodrigo Pessoa salientou o problema de contusão enfrentado por seu cavalo, Rebozo. O animal ficou parado boa parte do ano passado, e só retomou os treinos este ano. O brasileiro disse que faltou força física para o cavalo na prova final.
"Certamente ele teria condição de brigar melhor, porque com pouco tempo, ele mostrou que tem muita qualidade. A gente teve que recomeçar o trabalho, mas sempre com o cuidado de não lesioná-lo de novo. Talvez a gente tenha segurado os treinos, mas ele estava sem energia para fazer a segunda passagem, ele se rendeu um pouquinho".
Em 17º lugar após a realização de três eventos no decatlo, o brasileiro Luiz Alberto de Araújo voltou ao Estádio Olímpico, na noite desta quarta-feira em Londres, para disputar o salto em altura. Com 1,93 m, o atleta não repetiu sua melhor marca - 1,98 m -, somou 3220 pontos e caiu para a 20ª colocação geral da prova.
O representante brasileiro passou com facilidade pelo sarrafo a 1,81 m e 1,87 m, mas teve dificuldades de ultrapassar os 1,93 m, conseguindo apenas na terceira e última tentativa. Na sequência, não obteve sucesso ao tentar superar 1,96 m e conquistou 740 pontos na classificação geral.
A melhor marca do dia ficou com o cubano Leonel Suarez, que ultrapassou 2,11 m, mas que aparece apenas na 7ª colocação, com 3406 pontos.
O americano e recordista mundial do declato, Ashton Eaton, que superou 2,05 m, segue liderando a prova com 3698 pontos. A segunda colocação pertence ao também americano Trey Hardee, com 3537 pontos, seguido pelo belga Hans van Alphen, com 3489 pontos.
Depois do bom desempenho na primeira prova do dia, os 100 m rasos, Luiz Alberto de Araújo não conseguiu se destacar nas demais provas disputadas em Londres.
Os atletas voltam a disputar os 400 m rasos, às 17h30 (de Brasília).
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