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24 de May de 2013


Ministério do Planejamento vai apresentar contraproposta para grevistas da PF nesta terça-feira 21

20/08/2012 | 17h19min

A Federação Nacional dos Policiais Federais que representa 27 sindicatos filiados em todo país vai se reunir nesta terça-feira (21), ás 20h em Brasília com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para ouvir uma contraproposta às reivindicações dos agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal que estão em greve há quase duas semanas.

Na reunião de amanhã o Ministério do Planejamento vai apresentar aos policiais as contas do custo dos reajustes exigidos pela categoria e apresentará os cálculos aos grevistas. Na última quarta-feira, 15, durante reunião de negociação para apresentar as reivindicações da categoria como reestruturação da carreira, tabela salarial no mesmo patamar de outras categorias de nível superior, como os delegados, mais uma vez, o governo não apresentou qualquer proposta para agentes, escrivães e papiloscopista alegando que iria estudar o “impacto financeiro” na reestruturação da carreira.

O presidente do Sindicato dos Polícias Federais da Paraíba (SINPEF/PB) Silvio Reis Santiágo disse que a categoria de todos os estados que estão greve, inclusive daqui da Paraíba vai analisar a proposta do governo em uma assembleia que vai ser realizada na manhã da quarta-feira (22) no comando de greve, na sede da Polícia Federal em Cabedelo.

“Vamos analisar a contraproposta do governo em uma assembléia na quarta-feira pela manhã Se acharmos que a proposta apresentada pelo governo for interessante poderemos então, dá o fim na paralisação, se não vamos continuar com a greve por tempo indeterminado”, disse Silvio Reis.

Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal iniciaram a paralisação por tempo indeterminado desde o dia 7 deste mês. Eles pedem reconhecimento de novas atribuições, o que levará a uma reestruturação de carreira e a um ajuste salarial. O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), disse que as negociações já duram três anos, mas não avançaram.

Com a paralisação, segundo o Conselho da Federação Nacional dos Policiais Federais o efetivo foi reduzido em 70%, o que está prejudicando o trabalho de emissão de passaportes, as investigações e os serviços de delegacia. Apenas as operações de fiscalização nas fronteiras, aeroportos e portos estão sendo mantidas. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), o movimento atinge 28 órgãos, com 370 mil servidores sem trabalhar.


Tarcísio Timóteo