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18 de April de 2014


Governo dará mais de 100 mil bolsas para estudo no exterior e oferece apoio para aprender inglês

05/03/2013 | 10h52min

Mais de cem mil estudantes brasileiros devem receber bolsas do Governo Federal para estudar fora do país nos próximos dois anos. Uma das principais preocupações é com o conhecimento de inglês dos alunos. Na primeira seleção para o programa Ciências Sem Fronteiras, a nota de corte na prova de língua estrangeira foi reduzida para preencher as vagas.

O programa oferece diferentes tipos de apoio para que estudantes de graduação e pós-graduação atinjam o nível de proficiência na língua. A versão online do programa Inglês Sem Fronteiras, do MEC, entra no ar a partir desta terça-feira (5).

Até 2015 o Governo Federal quer distribuir bolsas para 101 mil alunos de universidades estudarem no exterior. É o programa Ciência sem Fronteiras, que enfrenta uma barreira.

“A grande dificuldade é a falta de domínio do idioma. É muito difícil às vezes eles estudarem, conseguirem ser selecionados e participarem de programas lá fora porque não conseguem o domínio da língua inglesa”, afirma Silvia Corrêa, diretora educacional da Alumni.

Dominar a língua inglesa é uma das exigências de muitas universidades do exterior. Por isso, alunos que participam do programa do governo estão correndo para tentar aperfeiçoar o idioma.

“Tem que se empenhar a fazer exercício, assistir a filmes, ouvir música. O que puder fazer fora da aula é interessante”, diz Juliano Mengozzi, estudante.

Três alunos de uma universidade federal da Grande São Paulo estão em busca de uma bolsa e fizeram recentemente um teste para avaliar o nível de inglês.

“O teste foi um pouquinho complicado, a questão do tempo, o nervosismo de você estar na frente do computador, eles te dão um tempo para preencher a resposta, pensar na resposta e tudo mais. Foi um teste um pouco complicado”, diz Vinicius Beça.

Tanta dificuldade fez o governo criar cursos online e até pagar cursos no exterior para que os alunos ganhem fluência no idioma. O tempo de duração do curso lá fora vai depender da pontuação que o aluno teve no teste de inglês exigido pela universidade.

“Aqueles alunos que têm uma deficiência muito grande precisam ficar mais tempo no país de destino aprendendo a língua, e nós também oferecemos isso. Aqueles que estão em uma pontuação próxima não precisam ficar seis meses, fica três meses ou até menos”, ressalta Jorge Almeida Guimarães, presidente da Capes.

Maria Luisa é uma das beneficiadas. Vai fazer um curso de dez semanas antes das aulas do doutorado. “A pontuação mínima exigida é 6,5 e a nota de corte é 6. Então eu passei na nota de corte, mas eu fiquei devendo meio ponto. Então eu tenho que fazer o curso de 10 semanas e já entro direto para o doutorado”, afirma.

Na primeira fase do programa Inglês Sem Fronteiras, o Ministério da Educação vai distribuir dois milhões de senhas de acesso pessoal. Para aproveitar bem a bolsa de estudo no exterior, é preciso tem um bom nível na hora de falar e entender a língua do país.

Bom Dia Brasil