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28 de November de 2014


Professores querem revisão de aposentadorias e GED proporcional a alunos; governo rebate Sintep

12/03/2013 | 19h01min

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Paraíba (Sintep), que convocou paralisação e assembléia geral para reivindicar melhores condições de trabalho e remuneração para os professores da rede estadual de ensino para esta quinta-feira (14), levantou a bandeira do diálogo e espera abertura de negociações com o Governo do Estado sobre plano de cargos e carreiras.

De acordo com o coordenador geral do Sintep, Carlos Berlarmino, a luta majoritária é pelo diálogo e o respeito às progressões da bonificação que o governo vem diminuindo a cada ano. “Ricardo Coutinho respeitou a progressão deixada ainda pelo governo de Cássio em 2011, mas em 2012 mudou para a gratificação da bolsa desempenho. Se ele houvesse respeitado a progressão teríamos uma progressão superior a 40%”, disse.

Outra pauta que tem sido posta em cima da mesa pelo sindicato é a diferença de valores na remuneração dos trabalhadores aposentados e daqueles em atividade. “Existe uma perda salarial para aqueles que se aposentam. Queremos fazer com que o governo retorne GED (Gratificação de Estímulo a Docência) que o trabalhador levava para aposentadoria e que hoje não leva, pois não tem desconto para previdência. É como quem se aposenta fosse punido. É uma questão de sensibilidade”, colocou Belarmino.

A gratificação dos gestores, entre R$ 195 e R$ 390 para 40 horas semanais também está na pauta das propostas do sindicato, que deseja mudar essa realidade e tornar a gratificação proporcional ao número de alunos de cada escola. “Queremos que os professores tenham gratificação justa. Nossa remuneração não é justo perto de diretor presídio com gratificação de 4 mil e de saúde que é 2 mil”, alegou.

A pauta com as reivindicações já foi aprovada e Belarmino garante que a luta já tem o reconhecimento do governador. “Ricardo Coutinho conhece a nossa categoria e nosso sindicato, andou junto com a gente em defesa da escola publica, vivenciou a greve de 2000 onde ele abriu o gabinete para a discussão coma  categoria e hoje ele nem sequer nos recebe. Queremos o diálogo, mesmo que não saia a greve”, finalizou. 

Governo responde - A Secretaria de Estado da Educação (SEE) reconhece o direito de paralisação dos professores, mas afirma que diferentemente do que o SINTEP informa, não existe extinção das gratificações Ged (Gratificação Especial à Docência) e Geap (Gratificação Especial de Apoio à Docência). Essas gratificações foram incorporadas ao vencimento dos profissionais do Magistério e não há perda salarial, nem para os profissionais da ativa nem para os inativos.


Já com relação à carga horária, o Governo do Estado está cumprindo a lei que determina o expediente de 40 horas/semanais para os técnicos administrativos, assim como 30 horas/semanais para os professores.

A Secretaria da Educação assegura que não existem vencimentos diferenciados, o que há é um incentivo aos professores que estão em sala de aula, que é a Bolsa Desempenho, variando de acordo com a qualificação profissional, que vai de R$ 265,00 a R$ 610,00.


Cybele Soares