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Zoonoses de JP está coletando animais nas ruas para exterminar, acusam internautas; CCZ nega

2013-07-16 11:42:00.0

Está circulando pelas redes sociais a informação de que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) estaria retirando e exterminando todos os animais que ficam soltos pela feira de Oitizeiro em João Pessoa.

De acordo com o protetor Antonio Flor, vários outros protetores e associações de proteção vem recebendo mensagens com esse tipo de denúncia há pelo menos quatro dias.

O protetor informa que quem resgatar um animal leve ao veterinário, tente castrar e vermifugar e entrar em contato com alguma Associação, para tornar a adoção mais fácil, mas que não leve ao CCZ.

Fontes informaram que as próprias pessoas do CCZ relatam que não levem animais para lá, pois serão sacrificados. Isso aconteceu quando uma pessoa tentou levar uma gatinha abandonada em frente ao seu prédio e recebeu essa advertência.

Também foi denunciado que não está sendo feito um trabalho de controle de zoonoses, já que os animais sacrificados vão para aterros. “Abandonar animais é um problema de saúde pública, além do fato de serem conduzidos em caçambas de ‘metralha’ até um aterro sanitário, sem sequer um sepultamento ou incineração”, diz. O problema não é apenas com os restos, mas com o animal vivo também que come restos pela rua e pode se contaminar transmitindo posteriormente para os humanos.

Ao portal Paraíba.com.br, o CCZ de João Pessoa negou o que foi denunciado e afirmou que não está mais fazendo o trabalho de arrastão como acontecia antes. “Foi suspenso porque estamos com superlotação no canil e não tem como trazer cachorro sadio”, afirmou uma funcionária.

O centro ainda destacou que está recebendo animais em fase terminal, mas não em outras condições. A respeito do tratamento dado aos corpos dos animais, o CCZ não se pronunciou.

O CCZ em parceria com a Associação de Proteção Animal Amigo Bicho (APAAB) já elaboraram exitosas feiras de adoção de animais com mais de 70 cães e gatos adotados. Além disso, o Centro disponibiliza uma cota de castração para as ONGs, mas que a necessidade é muito maior do que a colaboração do CCZ.


Marília Domingues