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02 de September de 2014


Operação Renascer termina com 25 presos em Patos; 'Cometiam crimes e traficavam na cidade'

28/08/2013 | 12h14min

A Polícia Militar, a Polícia Civil e a Administração Penitenciária finalizou nesta quarta-feira (28) a Operação Renascer com a prisão de 25 pessoas. A Operação visava prender traficantes e acusados de homicídio na cidade de Patos. “Foi mobilizando todo o aparato de Segurança Pública, visando dar uma resposta a eclosão da criminalidade, tráfico de entorpecentes, crimes de homicídios e assaltos a mão armada”, explicou o tenente-coronel  Cunha Rolim, comandante da operação e do batalhão da PM em Patos. A operação foi coordenada também pela coordenadoria Regional da Policia Civil Cristiano Jackson.

Foram conduzidas as delegacias cerca de 25 pessoas, algumas dessas pessoas serão apenas ouvidas e depois liberadas. Também foram cumpridos 13 mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão. Além dos 13 mandados de prisão houve ainda 3 prisões em fragrante de delito. Entre os presos há figuras conhecidas do submundo de Patos, como Danilo Gago, Rafael Ferrugem, Tião bala, segundo a Polícia esses eram indivíduos que atuavam diretamente na prática de homicídio. Boa parte das mulheres, assim como o candidato a vereador Aldo Gavião (considerado sem expressão política)foram presos acusados por tráfico.

“A polícia espera dar uma resposta a sensação de insegurança e agir na diminuição de índices criminais”, pontua o coronel. Cunha Rolim explicou ainda que foi possível chegar nesse resultado graças às investigações que já vinham sendo feitas. “Alguns indivíduos já estavam presos em outras operações, agora eles foram ouvidos novamente e será formalizado novo inquérito policial”, contou

Rápida substituição - Segundo o coronel, a mudança no comando da boca de tráfico é feita rapidamente após a ação policial. “Quando o dono da boca é preso, o comando é rapidamente substituído, pela mulher do traficante ou um parente próximo”, revela o coronel. Contudo, a Polícia Militar vai catalogando os casos e reunindo informações, através de oitivas e prisões, que depois geram a solicitação de mandados de busca e prisão. Segundo o coronel, o índice de identificação de autoria dos crimes em Patos oscila em 85%.

No entanto, o comandante explica que o grupo preso hoje não pode ser responsabilizado pelos últimos crimes cometidos na cidade. “Algumas coisas eles fizeram, mas o presídio tem 350 internos. E os comandos do tráfico vão sendo substituídos. O crime não se acaba, outros vão sempre entrando”.


Paulo Dantas