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31 de October de 2014


Motorola Moto G: um ótimo smartphone por um preço excelente; veja as configurações

28/11/2013 | 08h34min

Encontrar um smartphone Android bom é bem simples, desde que o usuário esteja disposto a pagar o preço, que em geral não é baixo. Os que os usuários buscam, mesmo que muitas vezes incoscientemente, é uma combinação de fatores que seja capaz de fornecer uma boa experiência de uso. O Android, em qualquer versão, é consideravelmente mais exigente de especificações para rodar liso, mas alguns pontos chave não podem faltar:

  • Qualidade de tela, com alta resolução (300 pontos por polegada ou mais) e tecnologia de ponta;
  • Processador rápido, no mínimo um quad-core (o Moto X é dual-core, mas aí é outra conversa);
  • Pelo menos 1 GB de memória RAM;
  • No mínimo 8 GB de armazenamento interno (16 GB é mais recomendado).

Embora essas sejam recomendações um pouco grosseiras, bem aproximadas, a verdade é que podemos dizer que esse é o mínimo para uma boa experiência. Não podemos esquecer, é claro, que o aparelho deve rodar uma versão mais recente do Android, já que não adianta ter um aparelho top com sistema desatualizado, não é? É o mesmo que usar um Core i7 Haswell para rodar o Windows XP, fazendo um pararelo com os PCs. O Moto G, que vamos conhecer hoje, cumpre todos esses requisitos – sem cobrar os olhos da cara.

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Design

Como o Moto G é o irmão menor do Moto X, naturalmente ambos compartilham a mesma linha de design, com o diferencial de que o Moto G possui um acabamento mais simples. A traseira, agora removível, é totalmente construída com um plástico fosco, sem ter a "sensualidade" do Moto G e sem ter chanfros tão pronunciados nas laterais. Ele também não chega a ser tão fino, com seus 11,6 milímetros de espessura, mas é extremamente ergonômico de usar, encaixando bem nas mãos, além de ser bem leve com seus 143 gramas de peso.

Motorola Moto G - Screenshots Motorola Moto G - Screenshots

O Moto G também tem muitos pontos herdados da linha Nexus do Google (o que deve ter alguma coisa a ver com o fato de a Motorola ser uma empresa do Google, vai saber), com um Android 4.3 puro e praticamente sem modificações. A experiência é basicamente a mesma de um Nexus 4, sem interfaces customizadas ou funções adicionais, um ponto muito positivo, em nossa opinião.

Motorola Moto G - Screenshots Motorola Moto G - Screenshots

O Moto G é, provavelmente, o smartphone com tela HD mais barato que há no Brasil. Com 4,5 polegadas (um tamanho muito próximo do ideal) e resolução 720x1280, não temos nenhuma crítica com a confortável densidade de pixels de 326 pontos por polegada (exatamente a mesma do iPhone 5S). A tecnologia não é a Super AMOLED do Moto X, mas sim um LCD com uma qualidade de reprodução de cores muito próxima ao Nexus 7 2013.

Configurações

O Android roda bem com dois tipos de processadores: um dual-core de clock alto (1,6, 1,7 GHz), ou um quad-core. No Moto G temos o segundo caso, algo surpreendente para um modelo nessa faixa de preços. Contando com nada menos que um chip Snapdragon 400, um quad-core de 1,2 GHz e 1 GB de memória RAM, você pode ter a certeza de que ele é competente para rodar aplicativos com velocidade e não apanhar no multitarefa.

A GPU, a Adreno 305, não é das melhores, rodando vídeos em alta definição sem problemas e sendo competente para rodar alguns jogos um pouco mais sofisticados. Porém, ela está longe de ser uma Adreno 320 dos modelos high end, ou mesmo uma GeForce ULP, então nada de tentar rodar Dead Trigger 2, Asphalt 8 ou Real Racing 3, já que o Moto G vai apanhar um pouco, ainda mais considerando que a tela é HD.

Motorola Moto G - Screenshots Motorola Moto G - Screenshots

Com 8 GB de memória interna (dos quais apenas 4,5 GB ficam disponíveis para os dados do usuário), podemos dizer tranquilamente que encontramos a maior falha do Moto G. Mesmo que esse seja um valor maior do que os 4 GB comuns em modelos na sua faixa de preços, é importante lembrar que ele não possui entrada para cartões microSD, e fotos e vídeos podem ocupar rapidamente esse espaço.

Encerrando a parte de configurações, vamos dedicar um parágrafo à bateria. Com 2070 mAh, pouca coisa menor do que a bateria do Moto X (2200 mAh), o que, aliado ao processador menos potente, é capaz de fornecer até 2 dias de uso leve, valor que cai para 1 dia e meio para os usuários mais avançados. Ficamos bem felizes com o fato dos lançamentos atuais finalmente terem passado da fase de "smartphone que não completa um dia".

Câmera e extras

As câmeras do Moto G, ao contrário das que equipam o Moto X, são bem simples, o suficiente para o usuário básico. A traseira conta com 5 megapixels e é capaz de filmar em HD, contando com HDR mas sem estabilização óptica de imagem, o que faz os vídeos e mesmo algumas fotos ficarem um pouco tremidas. Porém, não podemos exigir muito, considerando a faixa de preços do modelo.

Motorola Moto G - Teste de câmeraMoto G - Teste da Câmera

A frontal é VGA de 1,3 megapixels, o suficiente para usar o Skype com alguma qualidade, mas ainda assim bastante básica. Nos extras, o Moto G manda bem e só deixa a desejar em poucos quesitos, como a ausência de NFC e 4G, mas, de resto, é bem completo:

  • GPS com A-GPS e GLONASS;
  • 3G+ com suporte para duas conexões simultâneas;
  • Rádio FM (sem RDS);
  • Bluetooth 4.0;
  • Wifi b/g/n com hotspot.

Motorola Moto G - Teste de câmeraMoto G - Teste da Câmera

Em geral, o público brasileiro costuma dar mais valor ao suporte a dois chips do que ao 4G, considerando o alto preço dos planos (que diminuiram bastante, confessamos). Mesmo porque ainda temos uma parcela significativa da população que ainda usa planos pré-pagos, daí o lançamento mundial do Moto G ter acontecido aqui. Porém, bem que a Motorola poderia criar uma versão single-chip com 4G, concorda?

Motorola Moto G - Teste de câmeraMoto G - Teste da Câmera

Conclusão

O preço sugerido do Moto G é bem difícil de bater: R$ 649. Para se ter uma ideia, esse é um preço menor do que o cobrado no mercado norte-americano (considerando o valor do dólar na data de hoje), mostrando que o preço é subsidiado aqui no Brasil. Vamos brincar um pouco de teoria da conspiração e dizer que esse preço é baixo, provavelmente, para forçar os fabricantes aqui a baixar as suas altíssimas margens de lucro.

O motivo? Bem, usuários não trocarem de aparelhos, fazerem upgrades constantes e adquirirem planos 3G/4G mais avançados é péssimo para o Google, que ganha mais dinheiro com a Play Store do que com a venda de hardware (muito, mas muito mais). Com um preço abaixo do mercado, o Moto G pode obrigar os concorrentes a diminuirem o seu preço, e assim movimentar o mercado de smartphones, gerando mais receita para o Google.

Se não abaixarem também, ótimo. Podemos garantir que não há concorrentes diretos para o Moto G nessa faixa de preços. Simplesmente não há. Se você está pensando em trocar de smartphone e está com o orçamento apertado, não há opção melhor do que o Moto G, já que, em geral, modelos de R$ 650 trazem telas bem básicas e processadores ruins, ou mesmo uma construção de baixa qualidade.

Vantagens

  • Preço baixo;
  • Processador competente;
  • Tela de alta qualidade;
  • Acabamento de qualidade;
  • Bateria com boa autonomia;
  • Suporte para 2 chips simultâneos;
  • Android 4.3 Jelly Bean de fábrica, com atualização garantida para a versão 4.4 KitKat;
  • Experiência do Android puro, como a linha Nexus.

Desvantagens

  • Não tem 4G;
  • Não tem NFC;
  • 8 GB de memória interna (há uma versão de 16 GB R$ 100 mais cara).


Matéria completa: http://canaltech.com.br/analise/mobile/Morotola-Moto-G-um-otimo-smartphone-por-um-preco-excelente/#ixzz2lwHxTls4
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