Logo PARAÍBA.com.br

02 de September de 2014


IBGE: casamentos de mulheres mais velhas com homens mais novos aumentam no país

20/12/2013 | 14h47min


Informações sobre casamento divulgadas pelo IBGE Foto: IBGE

Informações sobre casamento divulgadas pelo IBGE IBGE

RIO. A brasileira está demorando mais para incluir em sua vida o casamento e a maternidade. Idades mais avançadas também estão relacionadas a outra mudança nas uniões conjugais registradas no país: tem se tornado cada vez mais comum encontrar mulheres mais velhas ao lado de homens mais novos. O fenômeno, ao contrário do que costuma acontecer com vários indicadores sociais, ocorre numa proporção muito similar para todas as regiões do país, com variações mínimas, que vão de 23,3% (Nordeste) para 24,5% (Sudeste). As constatações fazem parte das Estatísticas do Registro Civil 2012, divulgadas nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O crescimento deste tipo de união formal, no qual a mulher tem idade superior à do homem, tem sido constante desde 2002. De lá para cá, o percentual subiu de 20,7% para 24%, em 2012.

Na última década, aliás, a idade mediana das solteiras na data do casamento passou dos 23 anos, em 2002, para os 25 anos, em 2012. O plano de dividir as escovas fica especialmente para mais tarde no Amapá, estado onde as mulheres casam aos 28 anos. O mesmo ocorre com os homens, que, no caso, põe a aliança no dedo, em média, aos 30 anos.

Embora, em 2012, a maior taxa de nupcialidade legal para as mulheres tenha permanecido no grupo etário de 20 a 24 anos (30 casamentos por 100 mil habitantes), este valor variou pouco na comparação com 2002 (subiu de 28,1 para 30,2). Considerando o mesmo período, houve queda na faixa de 15 a 19 anos e um aumento considerável nos grupos de 25 a 29 anos (21,2 para 29) e 30 a 34 anos (11,5 para 20,2).

No Brasil, considerando os números do IBGE, está mais difícil encontrar solteiros para casar hoje do que há uma década. É que, embora os casamento entre cônjuges permaneçam como os mais usuais no país, houve uma redução de 8,4 pontos percentuais desde 2002, chegando a 78,2% em 2012. Em contrapartida, 1 em cada cinco uniões formalizadas na mesmo ano foram recasamentos. Segundo o IBGE, este crescimento é um dos fatores que têm puxado a alta das taxas de nupcialidade legal e da idade mediana de homens e mulheres na data do casamento.

Assim como o casamento, a maternidade também tem chegado mais tarde para a brasileira. As estatísticas divulgadas pelo IBGE revelam uma elevação dos percentuais de registros de nascimentos no grupo etário de 30 a 34 anos. No Brasil, a alta foi registrada em todas as regiões e, no conjunto do país, a proporção passou de 14,4% para 19%, na última década. No Sul e no Sudeste, o registro nesta faixa etária mais madura foi mais comum do que na faixa entre 15 a 19 anos. No Distrito Federal (11,9%), no Rio Grande do Sul (11,3%) e em São Paulo (11%) foram encontrados os maiores percentuais de registros de nascimentos de mães com idades entre 35 e 39 anos. Situação contrária foi registrada em Alagoas, Pará e Maranhão, onde os nascimentos ocorreram mais entre mulheres com até 24 anos.


O Globo