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19 de December de 2014


Ricardo sinaliza aumento para servidores em 2014, mas diz que índice ainda não foi definido

26/12/2013 | 18h04min

O governador Ricardo Coutinho (PSB) evitou ser taxativo em relação ao aumento dos servidores do estado em 2014. Todavia, Coutinho fez questão de frisar que os servidores tiveram aumento nos dois últimos anos e essa política continuará no próximo ano.

“Eu não posso dar essa informação nesse momento (de quanto será o aumento), porque eu nem a tenho ainda. Por uma razão muito simples. O Brasil está vivendo um momento muito delicado. Os estados dependentes do Fundo de Participação dos Estados (FPE), como são todos os estados do Nordeste, Norte e até do Centro-Oeste, viram o FPE de 2013 ser inferior a inflação, quando a perspectiva era um aumento de quase 10% e isso desconstrói todo o equilíbrio que um estado pode construir”, argumentou.

Coutinho lembrou que durante o ano teve estado que atrasou salário em função disso, o que não aconteceu na Paraíba. “Nós estamos fazendo um esforço enorme para pagar tudo em dia e demos reajuste nos dois anos anteriores. Agora não é uma situação fácil, temos que cumprir coisas como o piso nacional do magistério, que é lei federal. Temos que cumprir salário mínimo, que é lei federal, e temos que ver dentro das perspectivas da lei de responsabilidade fiscal, ou seja, o equilíbrio do estado, temos que ver o que é possível repassar para os servidores”, adiantou.

Apesar da cautela e após pontuar as dificuldades vividas pela queda do FPE, o governador sinalizou que pretende dar o aumento. “Pode ter certeza de uma coisa, todos os anos os servidores passaram a ter (o aumento) no meu governo. Não tem mais aquela coisa de passar três, quatro, cinco anos sem ter absolutamente nenhum reajuste. Todos os anos têm, se é mais ou menos (do que a inflação), depende muito de uma circunstância econômica que infelizmente no nosso estado ainda é dependente”, pontuou.

O governador finalizou explicando que espera que nos próximos três ou quatro anos o estado possa aumentar a sua arrecadação de ICMS, em função das empresas que estão aportando na Paraíba, fazendo com que essa arrecadação venha a ser maior e acabe a dependência do estado em relação ao FPE. “Aí nós vamos começar uma coisa chamada libertação econômica do estado da Paraíba”.


Paulo Dantas/Eri Alves