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20 de December de 2014


Vídeo mostra perseguição de PM a jovem baleado em SP; assista

31/01/2014 | 08h42min

Novo vídeo da ação que terminou com o manifestante Fabrício Chaves, 22, baleado pela Polícia Militar após o protesto contra a Copa, no último sábado, mostra parte da perseguição ao rapaz pela polícia.

A gravação, com um minuto, mostra inicialmente o jovem correndo no meio da rua da Consolação pela contramão dos veículos, sendo perseguido por PMs.

Em seguida, a imagem de Fabrício desaparece por 14 segundos. Parte dos PMs que estava correndo atrás do jovem também desaparece do campo de visão por alguns instantes.

Logo depois, o vídeo mostra Fabrício correndo atrás de um dos policiais e sendo perseguido por outros cinco.

Ao passar pelas bombas de gasolina, o PM que estava à frente de Fabrício se distancia do rapaz, que segue pela rua Sergipe, em Higienópolis, região central de São Paulo.

No boletim de ocorrência, no posto, os PMs dizem que, num determinado momento da perseguição, Fabrício se volta contra um dos policiais (tenente Torres) com um estilete, obrigando-o a se refugiar no posto.

Pela gravação, não é possível dizer se Fabrício tinha algum objeto na mão.

Pouco depois, na rua Sabará, o jovem foi atingido no ombro e na virilha por tiros disparados por dois dos policiais que o perseguiam, um deles pelo tenente Torres.

O vídeo mostra que 6 policiais participaram da ação. No BO, são citados apenas quatro.

O jovem está internado na Santa Casa de Misericórdia. Segundo o hospital, ele perdeu um testículo e pode ter os movimentos do braço direito prejudicados por causa dos ferimentos.

Ouvido no leito do hospital na terça-feira (28), Fabrício prestou depoimento à Polícia Civil no qual afirmou ter sacado um estilete do bolso em legítima defesa após levar um tiro.

Já os PMs dizem que eles agiram em legítima defesa, disparando só após Fabrício tentar atacar um deles com o estilete.

Especialistas em segurança disseram que, mesmo que o jovem tenha atacado o policial com o estilete, a reação dos PMs foi desmedida, pois estavam em maior número e usaram arma de fogo.

O secretário estadual da Segurança Pública, Fernando Grella, disse nesta quinta-feira (30) que "tudo será considerado" no inquérito que apura a atuação dos dois policiais militares que atiraram em Fabrício.

Ele e o comandante da PM, Benedito Roberto Meira, haviam defendido os PMs, dizendo que os policiais agiram em legítima defesa.

O caso é investigado pela Polícia Civil e pela Corregedoria da Polícia Militar.

Folha de São Paulo