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29 de November de 2014


Garoto fica 3h na rua nu após castigo por fazer xixi na cama: 'Ele pedia água'

10/02/2014 | 16h55min

Moradores do bairro Vila Mirim, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, ligaram para a Polícia Militar e para o Conselho Tutelar para denunciar maus-tratos contra uma criança. De acordo com as denúncias, um homem colocou o filho, um garoto de cinco anos de idade, de castigo após o menino ter urinado no colchão durante a noite. A criança ficou nua no meio da rua, ao lado do colchão urinado, até que o mesmo secasse no sol. Na hora do incidente, a sensação térmica em Praia Grande estava acima dos 40º C, segundo a Base Aérea de Santos.

Uma vizinha, que preferiu não se identificar, afirma que o pai das crianças as agride fisicamente e verbalmente. “Ele tem quatro filhos pequenos e a esposa está grávida. Esse menininho ficou de castigo, no calor, totalmente pelado. Ele tentava cobrir as partes intimas constrangido”, afirma.

Ela diz que os vizinhos, revoltados com a situação, tentaram ligar para a Polícia Militar e Guarda Municipal, que acionou o Conselho Tutelar. “Um rapaz do conselho chegou na residência, porém o pai já tinha mandado o filho voltar para dentro de casa. Após alguns minutos, o rapaz do Conselho Tutelar saiu da residência e foi embora”, diz.

De acordo com a vizinha, o garoto ficou por mais de três horas no sol ao lado do colchão e pedia por água para o pai. “Ele ficou com o bumbum no chão quente durante várias horas. Nós tentamos nos aproximar e falar com ele, porém ele dizia que o pai o tinha proibido de falar o que estava acontecendo para os outros”, declara.

O conselheiro tutelar Fabio Meneghelo foi até o local após receber um chamado da Guarda Municipal. Ele conta que conversou com os pais do garoto. "A mãe realmente afirmou que colocou o colchão no sol e, depois, fechou o portão deixando o garoto do lado de fora de castigo. Conversei com ela e aconselhei que as crianças passem o dia em praias, porém sempre com proteção e que essa não era uma maneira correta de castigar a criança", conclui.

G1