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Cansei de ser hipster: os óculos normais voltaram com tudo

2014-09-25 09:39:00.0

Esqueça a busca frenética de originalidade da cultura hipster: ser normal nunca foi tão cool. Normcore é uma das palavras mais faladas no mundo da moda. Para entender melhor a tendência que tem como essência simplicidade, natureza e transparência, pense em bonés de couro, calças boyfriend stonewashed – ou jeans de modelagem mais solta e cintura alta – sandálias Birkenstock, tênis brancos... e óculos de grau. 

Busque armações “através das quais você consiga ver”, como define o jornal americano "The New York Times", e de preferência a modelos que remetem a diferentes elementos naturais. A revista "Forbes" fala em look aquático ao referir-se às armações azuis, meio leitosas, a Prada apostou em modelos florais, e os que lembram madeira também continuam em alta. Já deu para perceber que é possível deixar as lentes de contato na caixinha e arrasar na próxima estação. Então, fique de olho nos modelos das marcas abaixo e tente ser mais normalzinho.

Kate Moss usa modelo da Moscot. Foto: Divulgação

Moscot: uma história centenária

Em 1899, Hyman Moscot chegou a Nova York vindo do leste europeu e começou a vender óculos na rua Orchard, no Lower East Side. Em 1925, seu filho, Sol, ajudou o pai a inaugurar a primeira ótica da família. Agora, a quinta geração de Moscots está à frente da grife e muita coisa mudou. Hoje, são três linhas: uma de clássicos, uma de óculos de sol e uma que se altera a cada nova estação. A história dos Moscot é sempre recontada através dos conceitos das armações: uma é inspirada no indômito tataravô, outra em uma gíria usada pela tia-avó e outra no avô Sol. Todos os anos surgem novas cores e padronagens. “Para nossa coleção de inverno 2014/2015, exploramos as cores das pedras preciosas e combinações diferentes de materiais para um statement de moda mais divertido”, disse Zack Moscot, designer-chefe da marca, ao iG.

Illesteva: a queridinha das celebridades

A marca americana, que começou a vender na NK Store, em São Paulo, no começo deste ano, produz seus modelos na França e na Itália. Ela combina estilos clássicos com a estética contemporânea do acetato e do titânio. A mais moderninha das marcas já realizou parcerias com o músico Lou Reed, o estilista Zac Posen e a joalheria House of Waris, mas por enquanto só para seus óculos de sol. Quem sabe em breve não vem uma linha de grau com uma dessas assinaturas de peso? Quem vai curtir a ideia é o séquito de fãs da grife, que vai das cantoras Lady Gaga e Katy Perry à fashionista Alexa Chung e ao músico Elton John.

Warby Parker: nobre e sustentável

“Para cada par vendido, distribuímos um para quem precisa”. Este é um dos principais motes da grife americana, que ainda tem emissão zero de carbono e uma comunicação superinovadora. Para você ter ideia, eles já criaram um ônibus escolar, que circulava pelos Estados Unidos emprestando livros e vendendo óculos. Os preços são baixos – começam em US$ 95 (cerca de R$ 222) com lentes simples – porque a marca encurtou a cadeia produtiva: tem um designer in-house e contato direto com a fábrica, além de vender online. Os modelos seguem exatamente as tendências da transparência e trazem estampas divertidas. E um dos maiores sucesso é uma lente degradê com três tons.

Garrett Leight: inspirada nos ícones

O dramaturgo americano Arthur Miller foi o primeiro ícone a inspirar uma armação da grife californiana. “Ele personalizava tudo o que queríamos, e incorporava a forma como víamos nosso consumidor. Uma figura literária com estilo impecável, mas tinha um ponto de vista sério sobre tudo, da política à religião, e expressava isto através da palavra escrita e falada. Sem falar que ele deve ter sido um incrível gentleman para ter casado com um dos maiores ícone do mundo Marilyn Monroe”, explica o site da marca, fundada em 2012. Seus modelos têm um perfume retrô, bem normcore. As embalagens são incríveis e o site mostra os modelos em 3D e todas as opções de lentes, tamanhos e cores.

IG