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Com 9 votos da bancada paraibana, Câmara aprova abertura de processo de impeachment de Dilma

2016-04-17 23:22:00.0

Às 23h07, a Câmara dos Deputados aprovou o prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Dos 12 deputados paraibanos, nove votaram a favor do afastamento de Dilma.

Votaram a favor do impeachment: Aguinaldo Ribeiro (PP), Benjamin Maranhão (SD), Efraim Filho (DEM), Hugo Mota (PMDB), Veneziano Vital (PMDB), Manoel Junior (PMDB), Pedro Cunha Lima (PSDB) e Wilson Filho (PTB).

Os paraibanos que votaram contra o processo de impeachment foram: Damião Feliciano (PDT), Luis Couto (PT) e Wellington Roberto (PR).

Após ser aprovado na Câmara dos Deputados, o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff chega ao Senado nesta segunda-feira (18). Na Casa, são previstas três votações em plenário até a conclusão do processo, de acordo com estudo feito para o impeachment de Fernando Collor de Melo em 1992.

A bancada paraibana seguiu as expectativas que foram levantadas e ratificou o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) na Câmara Federal. Foram nove votos a favor do impedimento e três contra. 

Na votação que aconteceu por ordem alfabética começou por Aguinaldo Ribeiro (PP) que já havia feito a defesa da continuidade do processo de impeachemnt na orientação do partido no início da tarde. Sóbrio em meio a um verdadeiro circo promovido por diversos deputados de outros estados

Aguinaldo afirmou que este não é um dia de homenagem, nem de celebração, mas de lamento. "Todos temos que ter responsabilidade, todas as forças políticas que aqui estão, de a partir de amanhã ter responsabilidade com o futuro do país", afirmou o deputado ao votar 'sim'.

Em seguida, Benjamin Maranhão (SD) foi um dos únicos parlamentares a se ater ao que motivou o pedido de impeachment de Dilma. Para o deputado a presidenta cometeu um crime de irresponsabilidade, "feriu o artigo 85 da Constituição, atenteou contra a lei orçamentária, editou créditos sem autorização. Fez empréstimos em bancos públicos é também crime e improbidade administrativa, participou da compra fraudulenta de passadena". O deputado chegou a chamar a presidenta de 'ladra' ao também votar 'sim'. 

Damião Felicicano (PDT) seguiu a orientação do partido. Em sua breve fala o deputado rogou a Deus para que iluminasse os caminhos da Paraíba e do Brasil e defendeu o Estado Democrático de Direito. Ele votou não. 

Já Efraim Filho (DEM) lembrou que sempre fez oposição ao PT, afirmou que a presidenta cometeu crimes de responsabilidade que 'causaram rombo no orçamento'. Ele ainda falou de farra com o dinheiro público e do fechamento de empresas. "O remédio para o governo irresponsável está previsto na Constituição e é o impeachment", disse votando 'sim'. 

Em seguida Hugo Motta (PMDB) votou sim e afirmou que está convicto da união nacional depois desse processo para que o Brasil retome o crescimento e desenvolvimento. 

Luiz Couto (PT) taxou o ato de ilegitmo e afirmou que quem deveria sair era "esse aí que está presidindo" [Eduardo Cunha]. Couto prometeu que a população irá reagir contra o golpe e taxou os deputados de 'traíras'. "Parece que a turma que está em torno da corrupção está aumentando", criticou ao votar 'não'.

Manoel Júnior (PMDB) afirmou que ecoava o clamor das ruas e que a nação exigia mudanças. Ele citou a sua categoria ao anunciar o voto 'sim'. "por mais qualidade na saúde, pela honra aos meus eleitores e pelos meus companheiros médicos e da área da saúde", disse. 

Pedro Cunha Lima (PSDB) anunciou seu voto com uma rima e Rômulo Gouveia (PSD) afirmou que a população da Paraíba pede mudanças e não aceita o modelo implantado no país. Ele também destacou que é preciso união para somar e fazer um governo de coalizão.

Veneziano Vital do Rego (PMDB) pediu equilíbrio e moderação e destacou a necessidade de responsabilidade jurídica e consciência política dos votos. "A minha posição é favorável pelo prosseguimento do processo". 

Wellington Roberto (PR) fez um voto 'pela democracia, pelo Brasil e pela Paraíba'. "sabendo que o impeachment não vai resolver os problemas do nosso país e defendendo novas eleições: voto não", disse. 

O último paraibano a votar, foi Wilson Filho (PTB). Ele afirmou estar orgulhoso de participar desse momento histórico e representar a Paraíba. "Decidi olhar para o futuro e apostar na boa política e renovação. As pedaladas aconteceram e estamos no omento certo para mudar o Brasil", disse, votando 'sim'. 



Redação com Mais PB