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Ortorexia: Extrema restrição alimentar pode prejudicar a saúde

2017-03-20 16:19:00.0

A melhoria da alimentação é um dos principais aspectos que influenciam na saúde e na qualidade de vida. No entanto, a busca extrema por refeições ‘limpas’ (sem açúcares, conservantes, glúten, lactose) pode ter um efeito contrário e acabar desencadeando um processo de ortorexia nervosa, que consiste na obsessão pelo consumo de alimentos saudáveis.

A nutróloga Natasha Vilanova, do Hapvida Saúde, explica que a situação oferece riscos à saúde e que esse quadro pode ser influenciado pela busca constante do corpo perfeito. “Cada vez mais encontramos pessoas que seguem dietas sem a orientação de um profissional da área, tendo como consequência a restrição de grupos alimentares importantes para o equilíbrio do nosso organismo e proporcionando deficiências nutricionais”, esclarece.

Ao mesmo tempo que acreditam terem melhorado a alimentação, as pessoas que sofrem com o transtorno prejudicam a saúde e as relações interpessoais, uma vez que passam a restringir o convívio por causa das refeições. “Inicialmente, evitam produtos que contenham corantes, conservantes, gordura trans, açúcares e, ao longo do prazo, também a preocupação abrange a forma de preparo e até os utensílios utilizados. Outro problema seria o fato do convívio social, por acreditarem que em outros lugares, como restaurantes ou casa de amigos, não seguem suas crenças alimentares”, afirma a nutróloga.

Essa tentativa de manter uma vida rigorosamente saudável sem acompanhamento pode proporcionar também deficiência das vitaminas e nutrientes do organismo. A especialista ressalta que quadros de anemia, desnutrição, déficit de vitaminas e minerais são alguns dos problemas decorrentes do transtorno que, em situações mais graves, pode levar o paciente a internação para reajuste nutricional.

Por envolver aspectos alimentares e psicológicos, tratar o problema exige um acompanhamento multiprofissional. “O tratamento da ortorexia inclui nutrólogo, psiquiatra, nutricionista e psicólogo. Abrangendo tanto a correção das deficiências nutricionais como a terapia comportamental”, orienta Natasha Vilanova.

Assessoria