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Record traz à tona delação de Palocci que põe Globo na 'mira' da Lava Jato

2017-07-17 08:45:00.0

Uma reportagem exclusiva exibida neste domingo em horário nobre da Rede Record de Televisão acarretou grande "polêmica", em se tratando de revelações consideradas "bombásticas", que envolvem diretamente uma das principais rivais da rede de televisão de Edir Macedo, ao se referir à maior emissora de televisão do país: a Rede Globo de Televisão, de propriedade da família do jornalista, já falecido, Roberto Marinho.

A longa reportagem da TV Record foi exibida no programa "Domingo Espetacular", apresentado pelos jornalistas Paulo Henrique Amorim e Janine Borba. A reportagem considerada "exclusiva" se baseou nas investigações da Polícia Federal e Ministério Publico Federal e principalmente, em relação ao suposto acordo de colaboração premiada que poderá ser fechado entre o provável delator e ex-ministro da Fazendadurante os governos petistas de Lula e Dilma, Antônio #Palocci.

'Mansão' de donos da Globo, alvo da Lava Jato

De acordo com os desdobramentos das investigações e conforme apresentado na reportagem do programa 'Domingo Espetacular", da TV Record, neste domingo (16) à noite, o ex-ministro Antônio Palocci poderá "complicar" substancialmente a situação das Organizações Globo, cujo verdadeiro "império" das telecomunicações pertence à família Marinho. Se um acordo de colaboração premiada se concretizar entre o ex-ministro Palocci e a força-tarefa de investigação da Operação #Lava Jato de Curitiba, que é conduzida pelo juiz Sérgio Moro, haveria grande probabilidade de que o petista esclareça pontos "obscuros" relacionados ao envolvimento da Rede Globo na maior operação de combate à corrupção na história contemporânea do país.

Segundo a reportagem da TV Record, documentos ligariam obra considerada ilícita dos Marinho, em referência a uma mansão de praia, localizada e ilegalmente construída em uma região de preservação ambiental em Paraty, litoral do estado do Rio de Janeiro.

Alguns documentos inerentes ao caso, dão conta de que estariam em nome de uma empresa, cuja cadeia societária, evidenciam que os papéis são relacionados à offshores investigadas no âmbito da Operação Lava Jato. A "grave" situação consistiria em demonstrar que o imóvel não estaria no nome dos donos de fato. O imóvel litorâneo estaria em nome da Agropecuária Veine, com Celso de Campos como sócio-administrador.

Outro fator considerado "intrigante", é que segundo dados apresentados pela Receita Federal, a empresa supra-citada teria como endereço um apartamento residencial localizado em Copacabana, no Rio de Janeiro, tendo no quadro de sócios uma outra empresa: a Vaincre LLC, que está domiciliada no exterior. A empresa respectiva teria como representante legal por procuração uma ex-funcionária do INSS, Lúcia Cortes Rosemburge, já aposentada desde o período de 2008.

Os investigadores descobriram que o endereço cadastrado da empresa está incompleto desde 2005, sem informações básicas como cidade, estado e país.

Tudo isso leva a crer, de acordo com as investigações, que haveriam, na verdade, a utilização de offshores suspeitas em paraísos fiscais, com o propósito de se adquirir a mansão atribuída à família Marinho, segundo Ministério Público e Polícia Federal.

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