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Paraíba

Policiais Civis, agentes penitenciários e peritos fazem panfletagem, protesto e organizam nova paralisação na PB

2018-01-12 11:29:00.0

Policiais civis, agentes penitenciários e peritos realizam nesta sexta-feira (12), uma panfletagem no Busto de Tambandaré, em Tambaú, para mostrar as reivindicações da categoria à população e alertar para as manifestações dos próximos. 

De acordo com o presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais da Paraíba Sindperitos-PB), Herbert Teixeira Boson Eloy, a panfletagem chama atenção para os eventos deste mês, apotando que dia 17 haverá uma passeata e no dia 24 uma nova paralisação de 24 horas.

A última aconteceu no dia 27 de dezembro de 2017 e para Eloy teve efeito positivo, uma vez que deu visibilidade das reivindicações à sociedade e o Ministério Público "comprou a luta da categoria". Ele alegou, inclusive, que em breve deve haver alguma atividade dos Ministério Público do Trabalho em relação a essa causa. Além disso, o perito destacou diversos avanços como a categoria ter sido recebida pelo Delegado Geral. 

Entre as reclamações estão o fato de que a categoria investigativa, atualmente recebe o pior salário do país e soma perdas inflacionárias de mais de 60% nos últimos oito anos.

A categoria investigativa e de apoio, formada por agentes de investigação, escrivães de polícia, motoristas policiais e agentes de telecomunicações, distribuirão um material que destaca os 22 pontos principais das reivindicações da Polícia Civil da Paraíba, e que motivaram a paralisação de 24h das atividades, no dia 27 de dezembro de 2017.

“É um momento em que a categoria precisa se unir e apresentar à população os motivos da nossa luta. Atualmente, os policiais civis recebem metade do que se paga em 16 Estados da Federação e não recebem através de subsídio, o que acarreta perdas na aposentadoria de mais de 40%. Temos profissionais de nível superior, muitos pós-graduados, sem um PCCR. Trabalhamos com coletes balísticos vencidos e colocando em risco a própria vida, sendo obrigados a vender a folga, recebendo 1/3 da hora extra constitucional”, disse a presidente da ASPOL/PB, Suana Melo.


Marília Domingues

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