Carnaval

Tuiuti supera drama com acidente e conquista vice-campeonato

Após um carnaval de acidentes e tristes lembranças, a Paraíso do Tuiuti deu a volta por cima e conquistou o vice-campeonato do carnaval 2018. Para os integrantes da escola, o desfile desse ano fez a Tuiuti renascer das cinzas.

“A Tuiuti veio de uma terra arrasada para provar que com trabalho, honestidade e dedicação pode ser competitiva“, comemorou Thiago Monteiro, um dos diretores de carnaval da Tuiuti. No ano passado, um acidente com um carro desgovernado da escola deixou uma pessoa morta e outras 19 feridas.

Com o enredo "Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, a Paraíso do Tuiuti, do carnavalesco Jack Vasconcelos trouxe críticas a reforma trabalhista em seu desfile na madrugada desta segunda (12). No último carro, um componente viveu um "presidente vampiro" do neoliberalismo.

O vampiro foi representado pelo professor de história Léo Morais no último carro da escola o navio 'neo tumbeiro'. Leo trabalha como assistente do carnavalesco Jack Vasconcelos, que o convidou para representar o personagem no desfile. Leo não admite abertamente que o vampiro é o Michel Temer, mas afirma que é a favor dos protestos contra o presidente.

Muito emocionados, os integrantes comemoraram o vice como se fosse um título. “É muita emoção. Isso é fruto de muito trabalho que um grupo que começou o ano rebaixado e a gente chega a vice-campeão do carnaval. Parabéns à Beija-Flor, parabéns a todas as escolas“, disse Thiago.

Mestre Ricardinho, um dos diretores da bateria da Tuiuti. “A escola fez uma crítica que está entalada na goela do brasileiro. Os empresários e governantes sempre ficam fazendo o povo de escravo. Mas nós estamos felizes com o segundo lugar por mostrar para o mundo que não somos escravos. A bateria não foi o que esperávamos ainda. Mas a gente ainda não está pensando no ano que vem, agora é comemorar”, afirmou Ricardinho.

Outra crítica do carnavalesco foi colocar na avenida uma ala com fantasias de 'manifestantes fantoches', ironizando manifestantes que pediram impeachment.

A radialista Elizabeth Ferreira Joffe, de 55 anos, também conhecida como Liza Carioca, morreu cerca de dois meses após o acidente. Marques de Sapucaí. No dia do acidente, em fevereiro, ela chegou a ser levada para o Hospital Souza Aguiar, mas depois foi transferida para o Hospital Quinta D'Or, em São Cristóvão, onde teve anemia e pegou uma infecção bacteriana. Segundo a família de Liz, ela foi submetida a sete cirurgias após o acidente.

Outra vítima do acidente que ficou em estado grave é a fotógrafa Lúcia Regina de Mello Freitas, de 56 anos, que passou quatro meses internada. Ela teve fratura exposta na perna e ficou em estado grave na UTI do hospital Miguel Couto. 'A luta foi pra eu ficar com a minha perna e eu estou indo para a casa com ela', festejou. 

G1

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