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Saúde

Cerca de 1,4 mil pessoas abandonaram tratamento de HIV/Aids na Paraíba até 2018

2018-12-02 08:45:00.0

Na Paraíba, 1.463 pessoas com HIV abandonaram o tratamento. O dado revelado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) na sexta-feira (30) apontou que atualmente 5.240 usuários estão com cadastro atualizado no Sistema de Informação de Logística de Medicamentos (Siclom) na Paraíba.

Ainda de acordo com a SES, o número de pessoas que abandonaram o tratamento mediante informações do Sistema de Informação de Monitoramento Clínico das Pessoas Vivendo com HIV/Aids (SIMC) corresponde a 27,9% do total de pacientes cadastrados.

De acordo com Ivoneide Lucena, Gerente Operacional de DST/AIDS, no diagnóstico precoce de pessoas com HIV no estado, a maior parte são de homens. “Enfatizar que na Paraíba, a população masculina, heteros e homo, população negra e a faixa etária de 15 a 39 anos, é a mais acometida”, explicou Ivoneide Lucena.

Dos 5.240 pacientes cadastrados para fazer o tratamento na Paraíba, 4.323 pessoas são atendidas somentes no Hospital Clementino Fraga, no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa. A diretoria geral da unidade de saúde, Thaís Matos, comenta que vários motivos podem levar uma pessoa com HIV/Aids abandonarem o tratamento.

“São vários fatores, mas entre os principais podemos identificar como o fato das pessoas em tratamento não contarem à família e fazerem o tratamento em segredo, prejudicando a motivação. Outro fator é a falsa sensação de estar curado e por isso retorna ao hospital depois em situação mais grave. Por fim, parte dos pacientes vivem em situação de vulnerabilidade, na rua, o que também dificulta”, explicou.

Entre 2007 e 2018, de acordo com dados disponibilizados pela SES, 1.439 mortes de pessoas com HIV/Aids. Neste ano, especificamente, os números de casos diagnosticados e de mortes por HIV/Aids caíram em relação a 2017. Thaís Matos, diretora geral do hospital que atende a maior parte dos pacientes na Paraíba, explicou os trabalhos de conscientização ajudam na prevenção.

“As pessoas estão mais conscientes, buscando prevenção e tramento de profilaxia após descobrir o vírus. No Clementino Fraga fazemos o tratamento pré-infecção, que é destinado a pessoas do grupo de risco, como profissionais do sexo, aliás, somos o único hospital da Paraíba que oferece o tratamento”, detalhou a diretora.


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