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Premiê da França recebe partidos para abordar crise dos 'coletes amarelos'

2018-12-04 12:58:00.0
Foto: Michel Euler/AP Photo

O primeiro-ministro da França, Édouard Philippe, iniciou na manhã desta segunda-feira (3) uma rodada de reuniões para receber os responsáveis dos partidos políticos e buscar uma saída para a crise dos "coletes amarelos", que continuam os protestos e bloqueios em diferentes pontos do país.

A primeira a ser convocada no Palácio de Matignon, a residência oficial do primeiro-ministro, foi a prefeita de Paris, a socialista Anne Hidalgo, que chegou pouco antes das 8h30 locais (5h30 em Brasília).

Também comparecerão ao Palácio de Matignon nesta segunda a líder do partido de extrema-direita Agrupamento Nacional, Marine Le Pen; o primeiro-secretário do Partido Socialista, Olivier Faure; o presidente do conservador Os Republicanos, Laurent Wauquiez, e Stanislas Guerini, o novo delegado-geral do República em Marcha, o partido do presidente Emmanuel Macron.

O "número 1" do partido de esquerda França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, que, assim como Le Pen, pediu a dissolução da Assembleia Nacional para a convocação de eleições legislativas, pode não comparecer e ser substituído por membros de sua equipe.Imagem de 19 de novembro mostra manifestantes 'coletes amarelos' protestando na avenida Champs-Elysees, em Paris — Foto: Kamil Zihnioglu/AP PhotoImagem de 19 de novembro mostra manifestantes 'coletes amarelos' protestando na avenida Champs-Elysees, em Paris — Foto: Kamil Zihnioglu/AP Photo

Philippe deve continuar as conversas na terça com representantes do movimento dos "coletes amarelos", mas ainda vai avaliar se isto será possível e em que formato, depois do fiasco de um encontro similar na última sexta-feira.

 

Confronto nas ruas

 

No final de semana, 136 mil pessoas saíram às ruas de todo o país para protestar contra o aumento dos impostos sobre os combustíveis. As manifestações populares surgiram no dia 17 de novembro e se espalhou rapidamente pelas redes sociais.

No sábado (1º), um confronto dos manifestantes com a polícia na Avenida Champs-Elysées terminou com 287 detidos e 110 feridas, segundo o jornal "Le Monde".

Os "coletes amarelos" continuam suas ações nesta segunda em diversos pontos do país com bloqueios de rodovias, estradas e acessos a complexos petrolíferos.

 

Principal reivindicação

 

O presidente Emmanuel Macron avalia a possibilidade de decretar estado de emergência após o pior período de tumultos em anos. Mas, segundo o secretário de Estado do Interior, Laurent Nuñez, o decreto não está na ordem do dia.

O porta-voz do governo francês, Benjamin Griveaux, não quis antecipar esta manhã se a administração atenderá à principal reivindicação dos "coletes amarelos" desde o início do movimento, a de anular o aumento dos impostos sobre os combustíveis (à gasolina e, sobretudo, ao gasóleo) que entrará em vigor a partir de 1º de janeiro.

"Não tomamos as decisões antes" das reuniões com os representantes desse movimento e dos partidos, já que "vamos recebê-los para dialogar", disse Griveaux nesta manhã em entrevista à emissora "France Inter".

G1

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