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Para encerrar protestos, governo francês suspende aumento nos combustíveis

2018-12-04 16:24:00.0

O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, anunciou nesta terça-feira (4) a suspensão por seis meses do reajuste do imposto sobre combustíveis que estava previsto para 1º de janeiro, em uma tentativa de apaziguar os ânimos e evitar novos protestos dos “coletes amarelos”.

O governo anunciou também a suspensão temporária de vistorias técnicas mais rigorosas dos automóveis (previstas para o próximo ano) e garantiu que, até maio, não haverá aumento no preço da tarifa elétrica até maio.

O aumento dos impostos sobre os combustíveis, junto com a queda no poder aquisitivo dos franceses, é motivo dos protestos dos chamados "coletes amarelos", que nasceu no interior no país e chegou às grandes cidades depois que ganhou força nas redes sociais.

"Nenhum imposto deve colocar em risco a união da nação", afirmou Philippe. Segundo ele, "seria preciso ser surdo para não ouvir a revolta dos franceses".

"Desde o início do movimento, quatro compatriotas morreram, centenas de cidadãos - particularmente membros das nossas forças de ordem - foram feridos, às vezes gravemente. É por isso, na preocupação de acalmar, que tomamos essas decisões com o presidente da República", disse.

"O governo fez propostas. Talvez elas sejam insuficientes ou inaptas. As soluções devem ser diferentes nas grandes cidades e no interior. Vamos conversar, melhorá-las, completá-las. Estou pronto", afirmou Philippe.

Protestos em todo o país

No último fim de semana, 136 mil pessoas saíram às ruas de todo o país para protestar. No sábado (1º), o confronto dos manifestantes com a polícia na Avenida Champs-Elysées, em Paris, terminou com 130 feridos e mais de 400 detidos.

Os "coletes amarelos" continuaram suas ações na segunda (3) em diversos pontos do país com bloqueios de rodovias, estradas e acessos a complexos petrolíferos.

Para o presidente Emmanuel Macron, o aumento dos impostos era necessário para combater a mudança climática e proteger o meio ambiente.

Mas o movimento evoluiu para uma revolta geral contra Macron, que muitos criticam por implementar políticas que favoreceriam apenas os membros mais ricos da sociedade francesa.

Estudantes de ensino médio também protestam contra mudanças em feculdades e universidades, e decidiram bloquear cerca de 100 escolas em todo o país. Em Aubervilliers, ao norte de Paris, sete adolescentes foram presos depois que a polícia de choque foi chamada para o colégio Jean-Pierre Timbaud, onde um carro foi derrubado e lixeiras foram incendiadas.

G1

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