Esportes

Número 2 da principal barra brava do Boca é deportado ao chegar em Madri

2018-12-06 11:51:00.0
Foto: Reprodução/Mundo Deportivo

O forte esquema de segurança produzido pela Espanha para receber a final da Copa Libertadores entre River Plate x Boca Juniors fez a primeira "vítima". Na manhã desta quinta-feira (6), Maxi Mazzaro, número 2 da principal barra brava (torcida organizada) do Boca, foi deportado assim que chegou em Madri para acompanhar a decisão marcada para domingo, às 17h30 (de Brasília), no estádio Santiago Bernabéu.

De acordo com informações do jornal Olé, Mazzaro acabou detido pouco depois de chegar à cidade. Em alerta para receber os torcedores e com uma lista com os mais perigosos, como o número 2 da La 12, as autoridades rapidamente identificaram e mandaram o torcedor do Boca Juniors de volta para Buenos Aires.


A recusa em receber Mazzaro serve como um recado aos fãs mais violentos. Ainda nesta quinta-feira, a Espanha deve receber a chegada de Rafa Di Zeo, líder da La 12 e que viajou com autorização da juíza Sabrina Namer. 

O chefe da barra brava do clube de La Boca, que responde a processos como o estímulo de homicídios e a ajuda na fuga de torcedores presos, é considerado um dos homens mais temidos do país e não tem autorização para entrar domingo no Santiago Bernabéu, de acordo com informações da imprensa argentina.

Di Zeo, no entanto, já desobedeceu a ordem de não frequentar estádios na Argentina e vai tentar ir ao clássico deste fim de semana.

Os barra bravas recebem atenção especial da Polícia Espanhola, que pretende vetar todos os considerados violentos, como Mazzaro e Di Zeo. São esperados milhares de torcedores argentinos para este fim de semana, que também é feriado prolongado no país europeu.

A capital espanhola fez um esquema de segurança especial e que conta com a ajuda de autoridades argentinas. A final terá o estádio do Real Madrid como sede em virtude do ataque de torcedores do River Plate ao ônibus do Boca Juniors, no último dia 24, próximo ao Monumental de Nuñez. A Conmebol enviou a Superfinal da Libertadores para a Europa por não ter "garantias de segurança" das autoridades sul-americanas.

uol

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