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Política

PSB não quer apoiar Maia, mas vai discutir a questão com PDT e PCdoB, diz presidente do partido

2019-01-10 17:14:00.0

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse nesta quinta-feira (10) que o partido não quer apoiar a candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a Presidência da Câmara. Ainda de acordo com Siqueira, o PSB vai discutir a questão com PDT e PCdoB antes de se posicionar oficialmente.

PSB, PDT e PCdoB articulam a criação de um bloco de oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Por isso, o PSB quer tomar a decisão sobre apoio à Presidência da Câmara junto com as outras duas siglas.

Parte da bancada pessebista se reuniu em Brasília nesta quinta para discutir a sucessão do comando da Câmara e, segundo Siqueira, a maioria é favorável a não apoiar Maia, atual presidente da Casa. Ele disse que o fator principal para essa postura do PSB foi a adesão do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, à candidatura do deputado do DEM.

“Houve a adesão, que ele [Maia] aceitou, do PSL, sem que ele tivesse discutido com nenhum dos seus apoiadores, e isso inviabiliza completamente o nosso apoio a ele”, afirmou Siqueira.

De acordo com o presidente do PSB, as conversas com PDT e PC do B devem ocorrer até a próxima segunda-feira (14).

“Ficou evidente, pela amplíssima maioria, a preferência dos nossos deputados pela formação de um bloco que se opõe à candidatura do Rodrigo Maia. No entanto, ela [a reunião] não teve caráter deliberativo porque nós formamos um bloco de esquerda com PCdoB e PDT, e ficou decidido também que nós vamos procurar os líderes e os presidentes desses partidos até segunda-feira para que possamos discutir essa preferência do PSB", disse Siqueira.

Reunião com Maia

Na manhã desta quinta, líderes na Câmara das bancadas de PSB, PDT e PCdoB se reuniram com Rodrigo Maia.

Os três partidos, aliados históricos do PT, pretendem tomar uma decisão sem influência dos petistas, donos da futura maior bancada da Câmara.

Uma ala petista defendia uma aproximação com Maia, mas recuou depois que ele costurou esse acordo com o PSL, oferecendo cargos na Mesa Diretora e o comando da Comissão de Constituição e Justiça, a mais prestigiada e disputada da Casa.

Maia disse ao blog da colunista do G1 Andréia Sadi que, "enquanto o PT não se resolver", ele não irá mais procurar o partido".

Apoio oficial

De olho na eleição de 1º de fevereiro, que definirá quem comandará a Câmara pelos próximos dois anos, Rodrigo Maia tem feito intensas articulações para se manter no cargo: 12 siglas já oficializaram apoio a candidatura dele para a presidência da Casa.

  • PSL (52 deputados eleitos)
  • PSD (34 deputados eleitos)
  • PR (33 deputados eleitos)
  • PRB (30 deputados eleitos)
  • PSDB (29 deputados eleitos)
  • DEM (29 deputados eleitos)
  • SD (13 deputados eleitos)
  • Pode (11 deputados eleitos)
  • PPS (8 deputados eleitos)
  • PROS (8 deputados eleitos)
  • PSC (8 deputados eleitos)
  • Avante (7 deputados eleitos)

Considerando-se as bancadas eleitas em outubro, esses 12 partidos somam 262 deputados. No entanto, não há garantia de que todos os parlamentares seguirão a orientação do partido, já que a votação é secreta.

Para conseguir costurar esse leque de apoio, Maia tem negociado cargos na mesa diretora da Câmara. Além da presidência da Casa, a Mesa Diretora é composta por duas vice-presidências e quatro secretarias (capitaneadas por quatro titulares e igual número de suplentes).

Ao PSL, Maia prometeu uma das vices e o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais disputada por ser a responsável pela análise constitucional de todas as propostas em tramitação.

Nas conversas com o PR, ficou acertado que a primeira-secretaria, a quem compete gerir o orçamento da Câmara, ficará com o partido. Na vaga, deverá ser mantido o atual secretário, deputado Giacobo (PR-PR).

Segundo o líder do PSB, eventual apoio das siglas de oposição a Maia não será condicionado a vagas na Mesa Diretora ou em comissões, mas ao compromisso de que assegurará espaço para a atuação da oposição.

“Queremos que o parlamento possa ter a sua autonomia respeitada e a oposição possa exercer o seu papel, com espaço para debates de verdade”, disse Alencar.

G1

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