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Policial

PF estima que grupo tenha recebido R$ 400 milhões em fraudes; veja lista de mandados

2019-02-19 10:13:00.0
Foto: Reprodução

A Polícia Federal concede neste momento [10h12] entrevista coletiva para apresentar os resultados da Operação Fantoche que cumpriu nesta terça-feira (19) dez mandados de prisão. A investigação visa desbaratar uma organização criminosa especializada na prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos. Estima-se que o grupo já tenha recebido mais de R$ 400.000.000,00 decorrentes desses contratos.

Um dos alvos da operação, na Paraíba, foi o empresário Francisco de Assis Benevides Gadelha, mais conhecido como Buega Gadelha. Ele é presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (FIEP-PB). O mandado de prisão não foi cumprido porque Buega não foi encontrado pela Polícia Federal. Segundo informações da assessoria, ele estaria cumprindo agenda na CNI em Brasília.

Um dos donos da Aliança Comunicação, empresa que organiza o Maior São João do Mundo, em Campina Grande, Luiz Otávio Gomes Vieira da Silva, foi preso em Pernambuco.

Os presidentes da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Braga, e da Fiepe, Ricardo Essinger, também foram detidos. O Instituto Oriami e as empresas Aliança Comunicação e Cultura, Idea Locação de Estruturas e Iluminação, Somar Intermediação e Negócios e Ateliê Produções Artísticas também são alvos da investigação.

Segundo a PF, um grupo de empresas sob o controle de um mesmo núcleo familiar atua de forma contínua e perene, desde o ano de 2002, executando contratos firmados por meio de convênios com o Ministério do Turismo e entidades paraestatais do intitulado sistema “S”.

O modus operandi empregado é sempre similar e, em resumo, consiste na utilização de entidades de direito privado sem fins lucrativos para justificar celebração de contratos e convênios diretos com o ministério convenente e Unidades do Sistema S, contratos estes, em sua maioria, voltados à execução de eventos culturais e de publicidade superfaturados e/ou com inexecução parcial, sendo os recursos posteriormente desviados em favor do núcleo empresarial por intermédio de empresas de fachada.

Estima-se que o grupo já tenha recebido mais de R$ 400.000.000,00 decorrentes desses contratos. A ação conta com a participação de 213 policiais federais e 08 auditores do TCU que estão cumprindo 40 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão temporária, nos estados de PE, MG, SP, PB, DF, MS e AL. As medidas foram determinadas pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, que ainda autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores dos investigados.

Confira a lista dos alvos de mandados de prisão:

Robson Braga de Andrade - presidente da CNI

Luiz Otávio Gomes Vieira da Silva - empresário e um dos donos da Aliança Comunicação. Ele já havia sido preso pela PF em 2013, na Operação Esopo

Ricardo Essinger - presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe)

Francisco de Assis Benevides Gadelha - conhecido como Buega Gadelha, é presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep-PB). A Fiep-PB afirmou que Buega cumpre agenda em Brasília (DF)

José Carlos Lyra de Andrade - presidente da Federação das Indústrias de Alagoas (FIEA)

Lina Rosa Gomes Vieira da Silva - empresária e publicitária, ligada à Aliança Comunicação

Hebron Costa Cruz de Oliveira - advogado e presidente do Instituto Origami

Jorge Tavares Pimentel Junior - empresário sócio da empresa Neves e

Júlio Ricardo Rodrigues Neves - empresário, sócio da Idea Locação de Estruturas e Iluminação

Luiz Antônio Gomes Vieira da Silva - ligado à Aliança Comunicação


Redação

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