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Policial

Velório de advogado morto em shopping é interrompido e corpo levado ao IML

2019-03-15 10:14:00.0
Foto: Reprodução/TV Arapuan

O velório do advogado Werton Soares, de 33 anos, foi interrompido e o corpo removido para o Gerencia Executiva de Medicina e Odontologia (Gemol). A polêmica aconteceu porque, de acordo com a delegada Vanderléia Gadi, a morte não foi comunicada e na funerária foi apresentado um atestado de óbito emitido por um médico da família. 

Werton faleceu na tarde desta quinta-feira (14), aos 33 anos. Ele estava no Shopping Tambiá, no Centro de João Pessoa, quando, segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sofreu um infarto e não resistiu. 

As pessoas que o acompanhavam no shopping, levaram o corpo diretamente para a funerária, sem observar o procedimento do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) e a delegada compareceu e ordenou a retirada do corpo para passar pelos exames cabíveis. 

"O procedimento no caso de morte, independente de ser natural ou não, é imediatamente comunicar à polícia do ocorrido, a delegacia de homicídios, o delegado plantonista vai verificar se é o caso de solicitar o SVO ou se houver qualquer suspeita da causa mortis, acionar o IML. Nesse caso, nem um, nem outro na funerária, tinha apenas uma certidão de óbito emitida pelo médico da família que se comprometeu a prestar esclarecimentos na delegacia", disse.

O corpo deve ser liberado ainda na manhã desta sexta-feira (15) e o resultado dos exames pode sair em até 30 dias.  

A delegada acrescentou que houve informes que poderia ter havido falha no tratamento ao advogado enquanto ele estava nas dependências do shopping. "O corpo jamais poderia ter saído das dependências do shopping onde aconteceu a morte, diretamente para a funerária a pedido de quem quer que seja, só pode ser retirado o corpo a pedido da polícia civil sob ordem do SVO ou IML.

Ela acrescentou também que quando foi solicitar a remoção do corpo para o IML, na funerária não havia familiares, apenas amigos do advogado. "Inclusive, um deles bastante exaltado questionando porque o corpo seria levado", disse. 

Werton tinha um escritório de advocacia em João Pessoa e trabalhava no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep). Ele também apresentava um programa diário de rádio num emissora local.

Ainda nesta quinta, o advogado fez postagens nas redes sociais, onde compartilhou parte de sua rotina de trabalho na Procuradoria Geral do Estado. “Despachando processos”, escreveu.

O Portal Paraíba.com.br entrou em contato com a assessoria do Shopping Tambiá, mas não conseguiu falar com o superintendente. Assim que houver uma resposta por parte do estabelecimento, a matéria será atualizada. 


Redação

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