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24 de April de 2019

Brasil

Moro quer criar centro de inteligência contra terrorismo inspirado nos EUA

20/03/2019 | 13h05min

BRASÍLIA - Um dia depois de chegar da viagem aos Estados Unidos , o ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro , disse que vai criar no Brasil um centro integrado de inteligênciacopiando o modelo americano que combate ao terrorismo. A iniciativa, chamada nos EUA de "Centro de Fusão", deve facilitar a troca de informações de maneira instantânea entre diferentes forças de segurança.

— Temos que aprender com o que deu certo. O Brasil não é um alvo (terrorista). Mas temos que estar preparados. Nós não podemos perder tempo. Temos que nos preparar para  não termos que lamentar no futuro — disse o ministro.

Moro explicou que, após o ataque terrorista às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, o governo americano identificou que cada agência de inteligência do país tinha fragmentos e pistas que, se fossem juntadas antes, poderiam ter prevenido a tragédia.

— A partir de 2001, eles passaram a criar algo que  nós  queremos repetir aqui: um Centro de Fusão, para que essas informações sejam integradas. Um dos grandes caminhos da segurança pública é a interação entre forças policias em inteligência e procedimentos. Aliás, essa foi uma das lições aprendidas pelos EUA após o 11 de Setembro.

Acordos

Em Washintgon, Moro disse que assinou diversos acordos com os EUA na área de segurança pública, com o objetivo de combater o tráfico internacional de drogas, terrorismo e crimes de fronteira.

O ministro também citou, entre conquistas comemoradas pelo governo brasileiro, acordos como o da utilização da base de Alcântara, que segundo ele vai trazer recursos importantes ao Brasil, e o da abertura da OCDE para o Brasil.

— Minha avaliação pessoal, e acho que há quase um consenso quanto a isso, é que a viagem foi uma grande conquista para o Brasil. A relação muito próxima estabelecida entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente do país mais influente do mundo pode ajudar muito o Brasil em várias situações.

Segundo o ministro, a troca de informações entre os dois países vai contemplar inclusive registros datiloscópicos (impressões digitais).

— Queremos aprofundar a relação com os EUA. Na área de segurança os interesses são muito convergentes, de ambos os países, em defender as democracias contra diversas ameaças como terrorismo, tráfico é crime organizado. O crime atingiu hoje uma característica transnacional.

Pacote anticrime

O ministro participou na manhã desta quarta-feira, no Salão Negro da Câmara dos Deputados, do lançamento da Frente Parlamentar da Segurança, que conta com 304 parlamentares. Moro aproveitou a oportunidade para pedir apoio ao projeto de lei anticrime enviado pelo governo ao Congresso no mês passado.

— A segurança pública tem que ser tratada com muita celeridade. Os ataques no Ceará acendem uma luz amarela. Tenho sentido receptividade ao projeto no Congresso. É um pacote que vai garantir punição mais rigorosa para crimes mais graves — pontuou Moro.

Na Câmara, o projeto encampado pelo ministro teve seu encaminhamento atrasado por 90 dias. Moro disse que está conversando com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sobre a possibilidade de o pacote tramitar juntamente com a proposta de Reforma da Previdência.

— Estamos conversando muito respeitosamente com Rodrigo Maia. Na minha avaliação pode tramitar em conjunto. Não haveria problema. O desejo do governo é que fosse encaminhada a proposta para debates. Mantenho conversa frequente com Maia. O desejo do governo, ao apresentar o projeto, é aprová-lo — disse o ministro.

O Globo

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