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23 de April de 2019

Brasil

Ministro diz aguardar inquérito do Exército sobre morte de músico: 'responsável será punido se for o caso'

13/04/2019 | 15h06min

O general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), afirmou neste sábado (13) que o Exército vai punir os responsáveis, se for o caso, pela morte de Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, no último domingo (7) no Rio de Janeiro. Rosa foi morto quando o carro que dirigia foi alvo de pelo menos 80 tiros de fuzil disparados por soldados do Exército.

Em São Paulo para participar da 1ª Edição do Congresso Olímpico Brasileiro, Heleno tentou explicar a frase de Bolsonaro nesta sexta (12) sobre o Exército não matar ninguém. O ministro comparou o Exército a uma empresa e disse que instituições não podem ser responsabilizadas pelas mortes.

"O que ele disse foi o seguinte: O Exército não matou ninguém. O Exército é uma instituição que respeita profundamente os valores humanos e nunca matou ninguém. Se aconteceu de alguém morrer naquela ação foi alguém que o Exército vai responsabilizar pela morte. Não foi o Exército que matou", disse.

"Então quererem imputar ao Exército a morte é completamente incoerente com tudo o que acontece no mundo. Quando acontece uma morte numa empresa, não é a empresa que matou. Tem que procurar onde é que teve a falha pra corrigir e alguém vai pagar por isso. É o que ele disse ontem. O Exército sempre procurou o responsável e o responsável vai ser punido, se for o caso.

Para Heleno, o que aconteceu com Rosa não é uma atitude normal do Exército, mas uma "bobeada" do comandante.

"Isso aí você tá dizendo que eles mataram com 80 tiros um inocente Está sendo apurado, está sendo, e completamente errado. Isso não é uma atitude do Exército normal. Aconteceu né? O comandante deu uma bobeada, os soldados, provavelmente, se aconteceu, não estavam preparados, isso não quer dizer que o Exército avaliza isso.

O ministro disse que é necessário aguardar o inquérito antes de se apresentar um culpado.

"Não teve inquérito ainda. Vamos aguardar o inquérito, ver quantos atiraram, quantos fizeram o uso da sua arma de fogo pra atirar no carro, quantos tiros realmente foram, vamos ver... Quantos tiros foram naquele local, vamos ver o que aconteceu. Não foi apurado ainda. Você tá imputando a culpa sem o inquérito completo", disse.

"Mas tudo indica, pelas circunstâncias, que foi uma bobeada. Mas vamos aguardar. O próprio ministro da Defesa já disse que foi lamentável. Então ninguém pode comemorar isso", completou.

Ainda de acordo com o general, a investigação pela Justiça Militar é muito mais rápida porque tem muito menos casos do que a Justiça comum. Para Heleno, o inquérito deve ser concluído rapidamente.


G1

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