X

Dólar
Euro
27 de May de 2019

Mundo

Justiça sueca reabre investigação sobre suposto estupro cometido por Assange

13/05/2019 | 17h23min
Foto: Henry Nicholls/Reuters

A Justiça sueca decidiu nesta segunda-feira (13) reabrir a investigação sobre suposto estupro cometido por Julian Assange, o fundador do WikiLeaks, ao visitar o país em agosto de 2010. Assange diz que as relações sexuais foram consentidas e afirma que as acusações têm motivações políticas.

"Como Assange está preso na Grã-Bretanha, estão reunidas as condições para sua entrega (à Suécia), o que não era o caso antes de 11 de abril", afirmou a procuradora adjunta Eva-Marie Persson, em Estocolmo.

Em 11 de abril, o fundador do WikiLeaks foi expulso da embaixada do Equador e foi condenado, em Londres, a 50 semanas de prisão por violar suas condições de uma fiança paga para a Justiça britânica em 2011 ao se refugiar na representação diplomática.

Longa batalha judicial

O anúncio da justiça sueca é um novo capítulo da novela judicial que dura quase uma década. Em 2012, Assange buscou refúgio na embaixada equatoriana em Londres para evitar sua extradição para Suécia. Ele temia que, se isso acontecesse, ele poderia ser extraditado posteriormente para os Estados Unidos, onde enfrenta acusações de vazamento de informações confidenciais.

Os promotores suecos abandonaram a investigação em 2017, dizendo que se sentiam incapazes de levar o caso adiante enquanto Assange permanecesse na representação diplomática equatoriana. Porém, na época, a promotora-chefe da Suécia, Marianne Ny, já tinha afirmado que, se Assange voltasse à Suécia antes agosto de 2020 (prazo para a prescrição do crime), a investigação poderia ser reaberta.

G1

Você também pode enviar informações à redação do portal paraiba.com.br pelo whatsapp 83 98149 3906.