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Aucélio Gusmão

O cotidiano e seus conflitos

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Publicado por Mafalda Moura em 05/02/2010 | 17h59 Atualizada em ( 05/02/2010 | 18h00 )

Conflitos têm as mais diferentes origens. O mais comum decorre do fato das pessoas terem perspectivas distintas em relação à visão, decisões, alocação de recursos e coisas do gênero. Não descartamos que por vezes aconteça por não se ter entendido o ponto de vista da outra pessoa.

O método conciliatório não significa fugir da solução, saindo de perto ou negando, tentar se proteger ou brigar pela sua posição, porém aprender a gerenciá-lo, adotando uma posição de equilíbrio, ouvindo e aprendendo, arbitrando realmente e resolvendo. 

A verdade é que muitas pessoas vêem o mundo de forma diferente, por razões culturais, educacionais, costumes e outras tantas que interferem numa uniformidade de pensamento.  Há os que manifestam posição ou entendimento, outros ficam calados, contudo com seu envolvimento e compromisso menor.

Há  quem diga que os conflitos são bons. Acordam as pessoas no sentido da não conformidade absoluta e da necessidade de valorizarem as diferenças, abrindo seus horizontes, expandindo suas visões e resolvendo os problemas. 

Certo fica também que se pode encontrar uma solução mutuamente aceitável. Se a proposta for calcada em algo honesto e respeitoso, pode haver flexibilidade e aqueles em desacordo, abandonarem suas posições, assim algo que passe do compromisso a colaboração, logo mais a sinergia.

No meio empresarial surge um novo conflito, de dimensões gigantescas, um autêntico divórcio entre a universidade e o mercado. O mercado requer profissionais preparados para trabalhar as necessidades das empresas, enquanto a universidade confere títulos desfocados das carências do mesmo.

Como decorrência tem-se observado a volta de aposentados ou a disputa pelas suas recontratações. Aqueles profissionais mais velhos, antes considerados até ultrapassados, passam a ser vistos e avaliados por sua condição de sabedoria e capacidade de treinar os mais novos, na verdade, desenvolver uma visão mais estratégica do negócio, porque conhecem a história da empresa e suas etapas de transformação, afinal foram responsáveis ou co-participantes da construção da história.

O homem é  ao mesmo tempo produto da sociedade e seu produtor. A cultura e o homem se retroalimentam. Contudo, como ator social, vive preso ao seu mundo, que norteia seus pensamentos e comportamentos. 

Desta realidade não se pode fugir, sob pena do consumo do produto final ter utilização duvidosa, além de fazer vítimas. 

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