Ratzinger e o abraço dos enforcados
14/02/2013 | 10h34min
Depois de ser ciceroneado pelo escritor e diretor de Teatro Tarcísio Pereira, num périplo por São Bentinho, Cajazeirinhas, Coremas e Pombal, numa segunda-feira de Carnaval, a noite cai, já em Patos, quando Omar Brito dá sinal pelo telefone.
- Bacana, JosefRatzinger renunciou. Motivo pelo qual? Desinformado, não entendi a pergunta.
- Quem renunciou?
- O Papa Ratzinger. Benedictus 16 renunciou hoje. Por qual motivo, ou motivo pelo qual? Insistiu Omar, que é filiado de carteirinha do Clube das Teorias Conspiratórias.
- Se o Papa Benedictus renunciou, o motivo foi roubalheira. Até o mordomo já foi preso e responsabilizado antecipadamente, meu caro Omar.
- Saquei, desligou Omar, de longe um dos melhores atores de cinema, teatro e de publicidade da Aldeia das Neves.
Antes de ocupar a cadeira de Pedro, Josef Ratzinger, foi prefeito para Congregação da Fé, a sucessora do Tribunal do Santo Ofício ( fundado no Languedoc francês para perseguir cristãos cátaros, albigenses – que não acreditavam da divindade de Jesus). Portanto, hereges, aos olhos do Vaticano na Idade Medieval. Durante décadas, Ratzinger perseguiu padres e bispos seguidores da chamada Teologia da Libertação. Abraçou e liderou a ala ultraconservadora da Igreja Católica, a mesma ala onde se concentram a maioria das denúncias de casos de pedofilia. Essa ala concentra o poder da igreja, que não é só teológico, mas principalmente financeiro do Vaticano. Se não fosse no Vaticano, e o Papa presidente de uma República estaríamos diante de um golpe de estado. Mas o Vaticano é um estado – bilionário. E envolto em segredos e conspirações. No jargão comum, a renúncia – a primeira em mais de seiscentos anos – foi um abraço de afogados.
O resto são versões e segredos. Até o uso do tal marca-passo, não pode ser confirmado. O que se sabe, depois que o mordomo abriu o bico, é que o Vaticano diversificou investimentos na Europa, em shoppings, edifícios empresariais e padres conservadores respondem por lavagem de dinheiro. Muito dinheiro e pouca fé.
Em recente viagem a Cuba e durante uma visita a Fidel Castro, o comandante fez uma pergunta simplória ao papa Benedictus XVI.
- O que faz um papa? Pano rápido.
Depois do Carnaval
O ano começa agora. Politicamente, é claro. Mas durante a folia de Momo, os políticos se revezaram em visitas ao interior, onde o cartaz do governador é bom. Está bem na fita, surfando nos recursos da CIDE deixados por Cássio e Maranhão para recuperação e construção de estradas. Os seus adversários vão comer poeira, foi à conversa que ouvi. O que se sabe é que a oposição, ao menos na Assembleia vai eclodir, evaporar, porque deputado nenhum morre de sede à beira de rio cheio. Mas ainda há espaço para conspiração, o tal moído, pois sem ele, não respiramos.
Assim caminha a humanidade!
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O que leva padres se perpetuarem em templos católicos por mais de 10,15 e até 20 anos,considerando até que o mandato de um Parlamentar é de apenas 4 anos ?
Bom que,doravante, os setores competentes das igrejas católicas busquem,com celeridade encrementar 4 anos o máximo de tempo de padres em cada igreja,em rodízio.
JAIR SANTOS - 02/03/2013 | 07h51min
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DEUS SABE DE TODAS AS COISAS. O GESTO DO PAPA BENTO FOI DE CORAGEM E HUMILDADE. QUE SIRVA DE EXEMPLO PARA TODOS NÓS E PRINCIPALMENTEAS PESSOAS DETENTORAS DE CARGOS E OS MAUS POLITICOS QUE QUEREM SE PERPETUAR NA VIDA PUBLICA, ACIMA DE TODOS SEM PERMITIR A OPORTUNIDADE PARA OS JOVENS QUE DESEJAM INGRESSAREM NA VIDA PUBLICA OU OS QUE AINDA NÃO TIVERAM OPORTUNIDADE.
Ronaldo albuquerqu - 18/02/2013 | 09h04min
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muito bom ...,também acredito....muita maracutaia...
jose roberto de moraes - 17/02/2013 | 11h57min
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Nunca vi tanta bobagem de alguém que se diz jornalista! Realmente o senhor deveria escrever uma peça teatral, ou melhor, dirigir um filme de ficção científica. Sugiro um título: "João Costa e o cálice sagrado"!
William de Almeida - 14/02/2013 | 19h20min