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João Costa

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João Costa é radialista, jornalista e diretor de teatro, além de estudioso de assuntos ligados à Geopolítica. Atualmente, é repórter de Política do Paraíba.com.br



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Rebelião só em presídios – no mais; harmonia de classes!

2017-01-08 10:34:00.0


O ponto fora da curva: rebelião só em presídios – no mais reina a harmonia de classes. Cidadãos aguardam em suas casas o toque recolher! Néscios discutem nos botequins assuntos internos dos blocos carnavalescos. Degoladores e futuros degolados transitam em carros, ônibus e metrôs. Nos organismos de estado, representantes legítimos das facções em conflito negociam a paz.

Eis o Brasil neste início de 2017. Salteadores do poder pedem mais chacinas. Foi caso do tal Bruno Junior, filho do Cabo Júlio, aquele liderava rebeliões da PM de Minas nos anos 90. O pai está inelegível, pois responde por improbidade administrativa; Bruninho, responde a três inquéritos por bater em ex-companheiras, e até numa empregada que não quis dar. Certamente da mesma linha daquele que matou 12 pessoas, incluindo oito mulheres, entre as vitimas, a ex e o próprio filho e que, por princípio, considerava todas as mulheres como “vadia”.

Se, em Roraima e Manaus, a tal FDN (Família do Norte), tem seus tentáculos no Judiciário, segundo informa a mídia nativa, o PCC não deixa por menos. O próprio ministro da Justiça já advogou para a organização.

Nos salões menos fétidos, governam a Nação, indivíduos que a empreiteira Odebrecht conhece pelas alcunhas de “Caju”: senador Romero Jucá; “Justiça”, senador Renan Calheiros, nada menos que presidente do Senado; “Primo”, senador Elizeu Padilha; “Angorá”, Moreira Franco, ex-governador do Rio, e homem forte do Temer na República atual. Os demais dispensam apresentação, aí incluso, “Babel” e O Usurpador, mais o chanceler.

Voltando ao crime, não é difícil perceber que esta guerra entre facções pode ganhar novos contornos nas ruas. Basta algum chefe decidir destruir frota de ônibus, a exemplo do que já aconteceu em São Paulo, Baixada Fluminense e até João Pessoa e Campina Grande. Se, por ventura ou desventura, algum governador resolver chamar o feito à ordem.

Ninguém, nem mesmo as autoridades carcerárias nos estados conhecem o tamanho e a força dessas organizações, cujo poder de fogo em armas suscita análises de especialistas em guerra urbana.

O jornalista Janio de Freitas, em artigo chama a atenção para uma reflexão simples. Se...

“As facções cuidam de tráficos e do domínio das áreas chamadas "de baixa renda" (como se salário mínimo e desemprego fossem renda). E deixam por sua conta de cidadã ou cidadão algumas reflexões sobre o que será se, um dia, as facções quiserem mais do que tráfico e domínio de áreas humildes. Afinal, força é poder”.

Simples. Basta filiarem-se em vários partidos, treinar concurseiros (já fazem isso), arregimentar membros do Judiciário. Enfim, dar um basta em intermediários, pois “o Brasil não é para amadores”, como bem definiu Tom Jobim – o poeta.  


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