Logo PARAÍBA.com.br


João Costa

João Costa

João Costa é radialista, jornalista e diretor de teatro, além de estudioso de assuntos ligados à Geopolítica. Atualmente, é repórter de Política do Paraíba.com.br



+ Artigos deste colunista
Todos os artigos

A classe dominante não governa; o povo não quer o poder!

2017-06-19 14:00:00.0


Dizia o velho anarquista. “O momento é revolucionário. Revolucionários, é que não existem mais! Motivos não faltam!” O empresariado segue apoiando o governo Temer na vã esperança da aprovação pelo Congresso das ditas reformas trabalhista e previdenciária. Os deputados e senadores esticam as votações para manter o apoio dos mesmos empresários. Resumo: a classe dominante não governa e o povo se queda paralisado, não quer o poder – e não há partidos ou líderes para inimaginável ruptura. 

De costume histórico, um acordão se desenha.  Luiz Inácio Lula da Silva tem sobrevivido a implacável perseguição, mas agora é chamado para um entendimento que segure o governo Temer até 2018, ou outro preposto do capital internacional que, com extrema eficiência e sem precisar aos métodos aplicados na Síria, Iraque e Líbia, promove o desmonte da economia nacional, enxovalha a soberania nacional  e pasmem! Com aval até das forças armadas.

O corruptor-mor, dono da JBS, em entrevista de 12 páginas,  disse com todas as letras que “Temer é chefe da ORCRIM e o mais perigoso de todos”. A entrevista, além de capciosa, não traz muita novidade do já foi dito pelo próprio delator e corruptor-mor da classe política. Mas se observa o hercúleo esforço dos entrevistadores e entrevistado em “esconder” personagens que estão no leme da economia de Pindorama, há décadas. Exemplo?

Esse  Henrique Meirelles. Foi presidente do Banco Central do governo Lula; em seguida presidente do Conselho Administrativo da empresa corruptora, de propriedade dos irmãos Batista, e agora é ministro da Fazenda do golpe. Intocável, incensado. Jogou e joga dos dois lados. Ou melhor: dos três. Foi braço forte e conselheiro do corruptor, ao mesmo tempo amigo de Temer, agora investigado e que pode ser acusado de “corrupção passiva, formação de quadrilha e de obstruir a justiça”.  O terceiro time desse ministro é o próprio PT. 

Nesse vácuo político, Temer segue governando diante da terrível incapacidade da Nação de esboçar reação. As oposições esboçam uma tímida campanha por “Diretas, Já!” E não antecipação de eleições gerais. A pauta segue criminal, eleitoral, e passa ao largo da derrubada do governo. A luta é híbrida muitos concordam,  desde que não atrapalhe a cerveja e o domingo no parque no final semana!

E a corrupção? A corrupção é um bom motivo, mas não chega a ser a razão. Agora ela serve como mote de palestras para que procuradores possam faturar além dos seus salários. 

E não esperemos pelo Judiciário. Desde o início esteve no golpe parlamentar. 

Se o momento é revolucionário, mas os revolucionários estão em falta, à tendência autofágica é o que resta. Ou a Servidão Voluntária! 

(0) Compartilhar Imprimir

Fechar [x] TÍTULO DA IMAGEM