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João Costa

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João Costa é radialista, jornalista e diretor de teatro, além de estudioso de assuntos ligados à Geopolítica. Atualmente, é repórter de Política do Paraíba.com.br



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O que ganhamos com isso? O Brasil que ficou menor!

2017-08-03 09:31:00.0


O que eu vou ganhar com isso? Esta é uma consideração que os políticos brasileiros, em nível de câmaras municipais ou federal, fazem antes de qualquer votação. E neste momento em que o Brasil desistiu dele mesmo, a vitória de Temer é o fracasso do país que para manter um governo acusado de corrupção, o povo paga e os deputados recebem; os mesmos de sempre; a mesma moeda de sempre.

Já presenciamos momentos de medo em nosso país, períodos vigorosos da nossa democracia e de autoestima da Nação, agora assistimos o momento da vergonha.

A última preocupação dos políticos na hora de um voto decisivo é com as consequências na vida real da comuna ou do País. Foi uma vitória da corrupção com folga: 237 disserem sim, duas abstenções, 16 faltas e 201 não.

Ao rejeitar a autorização para abertura de processo contra Temer, os deputados deram-lhe uma sobrevida, exatamente aí inclusos aqueles 140 deputados supostamente pagos para elegerem Cunha presidente da Câmara com a finalidade de derrubar o governo Dilma, e que empresário-corruptor Joesley Batista assegura que pagou.

O brasileiro frente às perdas de seus direitos tornou-se mole feito macarrão cozido em excesso, a ponto de se tornar aquele tipo de cão que “late do outro lado da cerca” – isso quando late, pois o silêncio das ruas chega a ser criminoso.

Se alguém ainda espera que a Nação volte à sanidade, perde tempo. Sabemos agora que a derrubada do governo Dilma nada tinha de relação com a corrupção, prática agora comprovada pelos que estão no comando do País; e corroborados pelo silêncio de entidades e organizações da dita sociedade civil organizada.

Desconfio que se o brasileiro aceita candidamente a precarização do trabalho, e perda de conquistas sociais, é “seu direto”, mas também é seu problema. O Brasil, que sempre pareceu maior que seus governantes, agora ficou assumidamente menor; muito menor.

Se o títere Temer é “repugnante”, “mau”, de “lesa pátria”, “corrupto” (como denuncia o Ministério Público Federal), nós brasileiros não estamos longe disso, que nos preparemos para os tempos perigosos e difíceis que teremos à vista. A nossa “Servidão Voluntária” estará pronta para tolerâncias muito maiores – sem revolta ou convulsões!

Relembremos do chamado “mensalão” em que os deputados e partidos eram pagos para votar com o governo, uma acusação que nunca se comprovou, tanto assim que o principal acusado, o ex-ministro Zé Dirceu, foi condenado sem provas, mas com base na teoria do “domínio do fato”, um recurso utilizado àquela época pelo ministro Joaquim Barbosa, eleito o herói nacional. O mesmo papel hoje atribuído ao Savonarola de plantão.

Os deputados que salvaram Temer, certamente endossam o ministro do STF que reduziu o Procurador Geral ao estágio de “louco”, pelas acusações feitas contra o títere. 

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